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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Os videoclipes mais incríveis do mundo

Imagem reprodução: Arquivo

Todos têm um cantor/banda e músicas favoritos, seja qual estilo for. Mas, confessamos que independente de estilo, têm videoclipes que ficam eternizados na nossa memória. Então, que tal conferir este toplist dos videoclipes mais incríveis do mundo?


10 - Californication – Red Hot Chili Peppers

Uma música excepcional, com uma banda ainda mais excepcional merece um clipe ainda mais fantástico certo? Pois é, e é por isso que a música Californication da Red Hot merece estar entre os mais incríveis videoclipes já feitos. Afinal, num clipe em que cada um dos integrantes recebe sua versão digital e participam de diferentes tipos de jogos. Temos certeza de que se o jogo do clipe existisse, muitos iriam querer jogar.

 
9 - Hurts Like Heaven – Coldplay

Um dos clipes mais fantásticos por mim já visto, Hurts Like Heaven faz parte do álbum Mylo Xyloto do Coldplay. E por que é tão fantástico? Porque ele nos faz nos sentir como leitor de uma História em Quadrinhos de ficção científica, o videoclipe é tão perfeito que a banda britânica investiu em um quadrinho adaptado do álbum homônimo Mylo Xyloto.


8 - Basket Case – Green Day

Na minha juventude, essa com certeza era a música que mais gostava do Green Day, grande parcela por causa do videoclipe dela. Basket Case meio que resumia a suposta loucura dentro de mim.


7 - Máscara – Pitty

Se grande parte dos clipes que estão aqui foram apresentados para mim durante a adolescência, a música Máscara e seu videoclipe se apresentou durante minha caminhada na faculdade. E desde então... Bem, esta arte da Pitty é o meu sétimo clipe favorito.


6 - Thriller – Michael Jackson

Um dos clipes e música mais conhecida do rei do Pop, Michael Jackson merecia estar entre os 6 vídeoclipes mais fodas de todos, e é claro com sua música macabra Thriller, Afinal não é todo dia que pudemos ver um dos Jackson Five virar lobisomem e zumbi, certo?.


5 - I Want To Break Free – Queen

Freddie Mercury tornou-se célebre pelo seu poderoso tom de voz e suas performances energéticas que sempre envolviam a plateia, tendo sido considerado pela crítica como um dos maiores artistas de todos os tempos. E é por causa disto que I Want To Break Free está no quinto lugar de clipes mais incríveis que já vi.


4 - Ei Moleque – John Bala Jones

Tem clipes que dariam um ótimo filme, e digamos que o da música Ei Moleque da John Bala Jones é um desses casos. Confere o clipe aí...


3 - Alice – Avril Lavigne

A música perfeita para o filme perfeito de uma direção ainda mais perfeita. Filmes do Tim Burton são fantásticos, e merecem o que há de melhor para fazer uma trilha sonora de encantar até o mais duro crítico. E qual a melhor música para representar a história de Lewis Carrol, do que uma versão underground musical de Alice? Pois, Avril Lavigne nesta música e clipe fez mais do que o dever de casa.


2 - Suicídio – A Origem

Uma das melhores músicas do cenário rapper independente, sendo que o clipe não fica atrás... Uma música que muitos ouvem, mas poucos entendem. Eis Suicídio do grupo A Origem. Uma música que une pensamentos e trechos da música Tu és a verdade, Jesus do Rei Roberto Carlos


1 - Don't Cry – Guns N' Roses

Convenhamos que escolher um videoclipe fantástico e não falar de Guns é meio difícil, porém qual deles mereceria ficar neste toplist, já que todos são fantásticos? Bem, para mim em particular, pela letra e pelo clipe a Don't Cry é a grande vencedora da noite.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Minha Amizade Musical

Algumas musicas são especiais para nossa alma, pois nos faz lembrar de nossos amigos. A amizade têm como palavras - chave: Colegas, amigos, cúmplices e regras.

Colegas

Colegas - Sandrão, com Hyldon e Flávio

Não importa o gênero musical, sexual, raça ou crença do seu amigo, ele sempre estará ao teu dispor, apoiando-o ou até o puxando para a realidade do Mundo. Enfim, sempre que precisar, ele te dará o tal do ombro amigo á troco de só te ver feliz, isso é natural de amizade, mesmo estando longe. Esse talvez é a maior prova de uma Amizade sincera, que alguém pode demonstrar á outras pessoas

Amizade sincera

Amizade Sincera - Renato Teixeira

Já diziam os mais sábios, a amizade é o bem mais precioso de nossas vidas, ela é a luz na escuridão do mundo em que vivemos. A amizade é tudo que temos e que levamos após a passagem breve de nossas vidas.

A amizade é tudo

A amizade é tudo - Thiaguinho

Desejo á você meu caro Amigo, felicidades e sucesso nessa caminhada árdua que é a vida. Ás vezes em em difíceis momentos de nossas vidas, precisamos de alguém para ajudar na saída das trevas, e tuas palavras de força, de fé e de carinho, me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho. que sejamos eternos amigos

Amigo & Eternos Amigos

Amigo - Roberto Carlos

Eternos Amigos - Anjos do Resgate

Sabe, meu caro, definir o quanto você é especial para mim, é o mesmo que contar as estrelas no céu... Não há palavras suficientes e nem estrelas o bastante.
O amor é indefinido e imensurável então te digo o mais simples palavreado de todos: OBRIGADO!!!
Eu sei que você entenderá este agradecimento crônico e singelo, se acaso precisar, saiba que estou aqui...
Então, que sejamos Eternos Amigos, nesta e noutra vida.

Victor Hugo Cavalcante, 21 anos é jornalista e dono do blog Folkcomunicação e da página Vivendo Em um Mundo Psicodélico, e atualmente é prestador de serviços comunitários á empresa Rotaract Clube de Ouroeste. Fascinado por eventos culturais, por Internet e Mídias independentes... Ama a arte pelo conteúdo e o que dizem em determinados momentos, poeta, contista e jornalista de mão cheia.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O Eu Musical

Algumas musicas são especiais para nossa alma, pois acalenta nossos ouvidos e nossos corações, e também porque em sua maioria, parece ser feito para nós.Grandes músicos fazem isso com a gente, sejamos Homens, Mulheres ou apenas Meninos e Meninas.

Meninos e Meninas


Meninos e meninas (As quatro estações, 1989) — Bille Dourado

Assim como na indecisão de todo poeta, eu sou indeciso, e quero me encontrar... Ás vezes acho que amo algo e alguém, e do nada eu troco de decisão... Essa característica nos leva á Metamorfose Ambulante que somos...

Metamorfose Ambulante


Metamorfose Ambulante( Krig-ha, Bandolo! (1973)

Ora, isso não é nenhum pecado, quem de hora em hora nunca trocou de opinião? Quem não gostaria de viver essa ambulante metamorfose. E isso nos leva ao maldito Tempo Perdido pela nossa indecisão...

Tempo Perdido


Legião Urbana - Tempo Perdido (clipe original)

Tempo Perdido? Talvez, mas não me preocupo, pois temos todo o tempo do Mundo por sermos tão jovens, sempre em frente eu caminho, e justamente esse caminho nos leva aos Dias de Luta, Dias de Gloria, e para a barreira vencer... Seja Forte pra Lutar...

Dias de Luta, Dias de Glória & Seja Forte pra Lutar


Charlie Brown Jr. - Dias de Luta, Dias de Glória

Seja Forte pra Lutar!(C) 2014 Detonautas Roque Clube. 
Gravado em Junho de 2014 no Rio de Janeiro, Brasil

No meio de tantas lutas e glórias, pra fazer diferente aqui nesse mundo, meu parceiro, tu tem que ter disposição, Prefiro ter muitos olhos que me vejam errando, e poucos que lutem comigo, mas que são fortes nessa luta que é a vida pra conquistar nesses Dias de Lutas seus Dias de Glórias, o que nos leva ao tiro e porrada e bomba da vida, que é a Situação Difícil da vida

Difícil Situação



Cashias & Lyxo - Difícil Situação


É, minha cara Bete, ou melhor, leitor, assim como eu, você vive numa selva humanoide, onde só vence na vida quem luta até morrer, é foda pra encarar, foda pra viver, no meio de tantas indecisões, de tantas lutas e glórias, por mais que sejamos fortes pra lutar até morrer, a vida é foda parceiro, mas a morte é a unica coisa que pode me parar, sacou? É uma difícil situação, mas eu acredito naquilo que vem da alma.. E quanto a minha Ideologia?

Bete Balanço & Ideologia


Cazuza - Bete Balanço (Videoclipe)


Cazuza - Ideologia (Clipe original)

Na presença de uma força maior que me fortalece e me acalma, levanto todo dia preparado pra lutar sem tempo perdido, sem olhar pros meus erros passados, ou pro meu futuro duvidoso, pois quem tem um sonho não dança, mas pra isso precisamos acreditar em algo, mas como acreditar em algo se os meus sonhos foram todos vendidos por um preço bem mixaria, por isso talvez assista tudo em cima do muro, pois meus inimigos estão no poder... Cadê minha Ideologia? Devolvam-me minha ideologia... Eu quero uma pra viver...

Victor Hugo Cavalcante, 21 anos é jornalista e dono do blog Folkcomunicação e da página Vivendo Em um Mundo Psicodélico, e atualmente é prestador de serviços comunitários á empresa Rotaract Clube de Ouroeste. Fascinado por eventos culturais, por Internet e Mídias independentes... Ama a arte pelo conteúdo e o que dizem em determinados momentos, poeta, contista e jornalista de mão cheia.

sábado, 4 de julho de 2015

Discografia Indispensável: Raul Seixas

Imagem reprodução: DIPO

Um texto de: Malcon Fernandes

Baiano de Salvador, o garoto Raul dos Santos Seixas nasceu no dia 28 de junho de 1945. Na época, a 2ª Guerra Mundial entrava no fim com a explosão da bomba atômica nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagazaki já depois do nascimento e o suicídio de Adolf Hitler, o reinado soberano dos cantores Bing Crosby e Frank Sinatra, o sucesso mundial de Carmem Miranda, a “falsa baiana” que veio de Portugal e nem por isso deixou de ser a mais popular artista brasileira no mundo.

Raul cresceu ouvindo música, ele declarou que ouvia muito no rádio tango, chachachá, Luiz Gonzaga, Yma Sumac, Trio Los Panchos e quando mais jovem, descobriu o rock pelos vizinhos do Consulado Americano e dali, ele buscou inspiração em discos de Elvis Presley, Chuck Berry, Little Richard, Bill Haley e assim veio o seu flerte com o estilo que mudaria a sua vida.

Faltava aula para ouvir as novidades na loja Cantinho da Música, isso o levou a repetir muitas vezes de ano e formou um conjunto chamado Relâmpagos do Rock com mais alguns amigos, depois se chamaria The Panthers, que agitavam as festas por toda a Bahia. Era muito esquisito, muitas mães não deixavam que suas filhas se aproximassem demais dele pelo jeito bem mauzão, sempre fumando e com topete.

Em 1964, deixa de vez os estudos e se dedica mais aos Panthers, que virou Os Panteras e com o movimento Jovem Guarda abrindo portas para o público em 1965, o grupo acaba sendo suporte na Bahia para Roberto Carlos, Wanderléa, Jerry Adriani e este último citado, que os convidou para uma temporada no Rio de Janeiro em 1967. Na época, Raul havia largado um pouco de viver da música para se casar com Edith, filha de pastor protestante americano e cursar Filosofia, provando ao sogro que era um gênio mesmo. Nesse mesmo período, a Odeon assina um contrato com o grupo Raulzito e Seus Panteras e lançam no ano seguinte, o disco que leva o nome do grupo e contou com uma versão em português para “Lucy in the Sky With Diamonds” dos Beatles, chamada “Você Ainda Pode Sonhar”.

Mal divulgado e mal-sucedido em vendas, o grupo decide se separar e assim encerra a banda e o contrato com a Odeon. Raul volta para a Bahia e lá segue estudando Filosofia, morando com a esposa até que Evandro Ribeiro, o chefão da gravadora CBS, convidou para ele ser produtor musical de artistas como Jerry Adriani, Tony e Frankye, Wanderléa, Renato & Seus Blue Caps dentre outros.

No ano de 1971, aproveitando as férias da equipe da gravadora, o baiano convoca Sérgio Sampaio, amigo e compositor descoberto no Rio, a sambista Miriam Batucada e um baiano que trouxera o estilo glam para o Brasil, Edy Star: assim, formou-se a Sociedade da Grã-Ordem Kavernista, que lançaram o álbum “Sessão das 10” e nesse mesmo tempo, Raul e Edith tiveram a primogênita Simone Andrea Vannoy, com quem teve pouco contato com o pai enquanto vivo.
Raul em 1973, boina vermelha, camisa bege e com uma guitarra servindo
como arma: um visual que lembre Che Guevara, que incomodou
a ditadura militar com suas letras.
O resultado do disco após ser lançado não foi aprovado por Ribeiro e toda a cúpula da gravadora, originando a demissão de Raul da CBS

“O Evandro dizia que eu não era cantor, mas compositor e produtor e aquilo não era pra mim”, disse o cantor, que tomava remédio para não se estressar demais com os artistas e as bandas e já em 1972, o baiano veio a participar do VI FIC com “Let Me Sing, Let Me Sing” e apresentou-se a Roberto Menescal, o produtor da gravadora Phonogram (dos selos Philips, Polydor, Fontana, Sinter, Polyfar) que apresentou ao presidente André Midani e ao produtor musical Marco Mazola, assinando de vez com a casa e lançando o compacto com “Let Me Sing, Let Me Sing” à época do festival e nesse tempo, trabalhava com um disco formado apenas por covers de clássicos do rock e com um disco próprio, lançados em 1973: o primeiro era “Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock”, assinado como uma banda fictícia chamada Rock Generation e lançado pela gravadora Polyfar, evitando assim muitos problemas com a divulgação de seu álbum “Krig-ha, Bandolo!”, na qual contou com grandes sucessos como “Metamorfose Ambulante”, “Ouro de Tolo”, “Al Capone” e “Mosca Na Sopa” dentre outros.

O disco foi um tremendo sucesso e isso também marcou a sua parceria com o futuro mago Paulo Coelho, que era editor de uma revista na época e que veio a apresentá-lo à magia negra e às drogas, uma viagem sem fim que originou a Sociedade Alternativa, baseada nos princípios da Lei de Thelema, do bruxo Aleister Crowley e que durante 1974, após divulgar a Sociedade em seus shows, foi obrigado a passar um bom tempo fora do Brasil após ter sido preso pelos militares.

Ficou nos Estados Unidos ao lado de Edith e Paulo Coelho foi junto com sua namorada, ali Raul se encontrou com John Lennon, Jerry Lee Lewis, Bob Dylan e deixou um material já pronto, o LP “Gita”, do qual veio sucessos como a faixa-título, “Medo da Chuva”, “O Trem das 7”, “Sociedade Alternativa”, “Água Viva”, “Super Heróis” e “As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor”: quando o álbum vendeu mais de 600 mil cópias, o consulado brasileiro avisou que “Gita” era disco de ouro e que ele poderia voltar para o seu país.

Assim, já separado de Edith e com outra mulher chamada Gloria Vaquer – irmã do guitarrista e amigo Jay Vaquer - , e seguiu fazendo shows e sempre contando com a polícia devido aos manifestos da Sociedade Alternativa. No dia 1º de fevereiro de 1975, encerrou as 4 noites do festival Hollywood Rock no campo do Botafogo, ao lado de Erasmo Carlos e Cely Campello e seguiu no estúdio trabalhando para um grande sucessor de “Gita”, intitulado “Novo Aeon”, mas este saiu mal divulgado e as faixas que se destacam muito são “Tente Outra Vez”, “A Maçã”, “É Fim de Mês”, “Rock do Diabo”, além da brega “Tu és o MDC da Minha Vida”, a rockabilly saudossista “A Verdade Sobre a Nostalgia” e a faixa-título, hoje o disco é muito mais cultuado do que na época de seu lançamento.

Ano seguinte, nascia sua segunda filha Scarlet e também convidou Jay para trabalhar novamente, assinando a produção ao lado de Mazola de “Há 10 Mil Anos Atrás”, cuja a faixa “Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás” mostrava a história de um sujeito que testemunhou de tudo nesse mundo e baseado numa canção clássica do folclore americano, além de “Meu Amigo Pedro” que era uma homenagem ao seu irmão Plínio, “Canto Para Minha Morte” um tango inspirado em “Balada Para Un Loco” de Astor Piazzolla, e uma música de Raul na qual ele disparava contra Belchior, Hermes de Aquino, Silvio Brito em “Eu Também Vou Reclamar” e encerra-se a parceria com Paulo Coelho, partindo assim para trabalhar ao lado de Cláudio Roberto, seu parceiro mais fiel.

Seguido do lançamento do disco, ele lança pela Fontana “Raul Rock Seixas”, um punhado de covers estilo “Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock” com direito a um medley de “Blue Moon of Kentucky” e “Asa Branca” de Luiz Gonzaga e depois deixa a Phonogram para assinar com a WEA de André Midani, aonde lançou “O Dia Em Que a Terra Parou”, aonde apresentou seu maior clássico, “Maluco Beleza”, mas nem a faixa-título e muito menos o encontro entre ele e Gil em “Que Luz É Essa?” não rendeu muito e o seu casamento com Gloria já havia acabado de vez em meio a essa situação de vendas fracas, o que aconteceu também com “Mata Virgem” lançado no ano seguinte e sem todo o esforço para que “Judas”,“As Profecias”,“Planos de Papel” e até “Pagando Brabo” com Pepeu Gomes na guitarra, estourassem muito. 

Na época, Raul estava com Tânia Menna Barreto e os problemas com álcool e drogas já estavam começando a mostrar sintomas, dando assim a uma internação por causa de uma pancreatite, durante o lançamento de seu álbum “Por Quem Os Sinos Dobram”, com nenhum sucesso de verdade e uma efêmera parceria com o argentino Oscar Rasmussen, que não durou muito como também não durou muito a relação com Tânia e depois veio a conhecer Kika, sua mulher por cinco anos e que trabalhava na WEA antes dele assinar de novo com a CBS e lançar “Abre-te Sésamo”, aonde ele tratou sobre a relação de duas mulheres em “Rock Das ‘Aranha’” cuja faixa foi proibida a execução e a radiodifusão pela censura, além da crítica “Aluga-se” feita como uma das suas maiores canções de protesto e que tocou muito nas rádios apesar disso tudo.

No Canecão, 12 de agosto de 1989 com Paulo Coelho após 11 anos da parceria
rompida: apesar de terem deixado de trabalharem em 1976,
só dois anos depois é que foi definitivo aonde o segundo (Coelho)
assinou cinco das dez letras do álbum "Mata Virgem".
Nessa foto, eles se reconciliaram e se viram pela última vez.

Em 1981, a gravadora sugeriu que ele fizesse um disco sobre Lady Di e ele recusou, fazendo com que ele pulasse fora de novo da gravadora e ficasse independente, só vivendo dos shows por alguns anos até que a Eldorado convidou-o para gravar um disco em 1983, na qual contava com a faixa “Carimbador Maluco”, feita para um especial da TV Globo chamado “Plunct Plact Zuum” e ainda contou com a participação de Wanderléa em “Quero Mais”: o disco vendeu muito, e ele seguiu fazendo estrada, embora estivessem surgindo novas bandas influenciadas pelo Maluco Beleza que faziam um som diferenciado do próprio.

Em 1984, encerra seu contrato com a Eldorado, lançando um “Ao Vivo: Único e Exclusivo” gravado ao na sede do Palmeiras no ano anterior. Assina com a Som Livre e por lá lança “Metrô Linha 743”, aonde regravou “Eu Sou Egoísta” e “O Trem das 7” e ainda contou com “Mamãe Eu Não Queria”, que falava sobre o serviço militar obrigatório e que sofreu veto pela Censura, que o seguia incomodando, assim como o público em seus shows, a partir desse período que ele começou a mais faltar shows, seguia com a sua tradicional rotina de beber o tempo todo, o casamento com Kika (na qual trouxe a ele sua última filha, Vivi, hoje DJ e uma das representantes dos direitos autorais do pai) já acabado de vez e não restava nada pra ele conseguir se virar artisticamente. 

Em 1986, assinava com a Copacabana Discos (na época, atendia artistas sertanejos e alguns nomes regionais e do brega) e devido à uma internação, ele acabou esperando um pouco para lançar seu álbum “Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum”, que contava com “Canceriano Sem Lar (Clínica Tobias Blues)”, uma versão em português para o tango “Cambalache” de Enrique Santos Discépolo, uma versão em inglês para “Gita” chamada “I Am”, “Cantar” e o maior sucesso deste álbum “Cowboy Fora da Lei”, que teve boa repercussão até, com muita execução nas rádios e um clipe no programa Fantástico. 

Mas o seu álbum seguinte não teve muitos dos frutos colhidos, “A Pedra do Gênesis” já mostrava os sinais de desgaste, tanto criativos quanto inspirativos de um cara que já falou sobre discos voadores, voltou com a Sociedade Alternativa na música “A Lei”, ainda trouxe “Fazendo o Que o Diabo Gosta” feito com Lena Coutinho, esposa até a época deste álbum, além da adaptação para “No No Song”, hit do ex-Beatle Ringo Starr e que virou “Não Quero Andar Mais na Contramão” e o disco não teve muita divulgação, após o lançamento, Raul havia se separado de Lena (estavam juntos desde 1986) e também acabava seu contrato com a Copacabana. 

Passando uns dias de descanso na casa de seus pais, na Bahia, ele já estava acabado, sem ter que se esforçar demais pra cantar, acaba sendo convidado para um show de Marcelo Nova, ex-Camisa De Vênus e agora em carreira solo, no Teatrro Castro Alves. O show trouxe a ele, uma possibilidade de voltar aos palcos, e Raul acabou aceitando o convite para participar ao lado de Marcelo Nova: o que era para ter sido apenas poucos shows, na faixa de cinco e seis, acabaram virando cinquenta shows, e através de um convite de André Midani, os dois baianos se juntam para gravar um disco, e esse disco seria “A Panela do Diabo”, na qual contou com “Século XXI”, “Pastor João & A Igreja Invisível” e “Carpinteiro do Universo”, porém, no dia 20 de agosto de 1989, dias depois do lançamento do disco em rede nacional, o Maluco Beleza voltaria para o seu apartamento em São Paulo e não acordaria mais na manhã seguinte.

No dia 21 de agosto, a empregada Dalva foi tentar acordar o baiano e não conseguiu, morreu vítima de uma parada cardíaca causada pela pancreatite, deixou seu nome marcado para sempre na história do rock brasileiro e da MPB em geral, um dos que jamais serão esquecidos na história da música brasileira.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Um disco indispensável: Global - Todd Rundgren (Esoteric Antenna/Cherry Red Records, 2015)

Imagem reprodução: Discos Indispensáveis Para Ouvir - Blog
Ok, você pode achar bobagem quando estivermos falando sobre Todd Rundgren ter feito um dos melhores lançamentos de 2015 e pensar que isso é cantor pra tiozão ouvir, que já fez muito sucesso na década de 70 com canções que dominaram o topo das paradas, discos que vendiam feito água e que hoje é comum ouvi-lo em programações matinais de rádios focadas nos sons antigos. 

Aonde podemos ouvir preciosidades clássicas como Hello, It’s Me e I Saw The Light, ambas de seu terceiro LP chamado Something/Anything?(1972) e que seguiu emplacando outros grandes sucessos, como International Feel (1973), The Last Ride (1974), Can We Still Be Friends?(1977) e Influenza (1982) e ser hoje mais um nome que fez história, porém ele também encabeçou um megagrupo nos anos 70 e 80 chamado Utopia e que com este grupo, também obteve grande popularidade graças ao seu líder e a um hit que os deram popularidade em 1980, chamado Set Me Free

Tempo vai, tempo vem e o velho Todd segue firmeforte mais produtivo do que nunca no mundo da música e que merece ser compreendido e valorizado pela nova geração, que também deve ter sofrido influência dele pelos seus trabalhos, inclusive quem lida com música pop

No caso de Todd, que já fez coisas além de baladas pop melódicas e de rocks cheio de pegadas, ele ainda segue a fazer o que quiser com toda a sua genialidade e prova disso é o seu mais recente álbum Global, lançado no dia 7 de abril e com algumas canções temáticas em relação ao planeta Terra, e com duas faixas de trabalho agregando valor ao talento desse grande músico americano de 66 anos. O álbum mexe muito com o retrô, com o vintage – mais principalmente com o pop dos anos 80 – o mesmo tipo do que ele fez em seu disco The Ever Popular Tortured Artist Effect (1982), mas unindo o pop da época com o pop recente que ficou uma excelente mistura, passados dois anos desde o lançamento de State (2013).
Rundrgen em ação: disco novo com temas diversos, que vão de convite
para o mundo todo dançar até sobre respeito às mulheres, lançado em abril.

O álbum começa com Evrybody, uma canção pra levantar o astral e que tem uma pegada que cruze com o pop dos 80 e o pop mais recente feito por produtores nomeados como Dr. Luke, o duo sueco Stargate, Max Martin, Timbaland, Will.i.am e outros, mas aqui nada que soe parecido; em Flesh & Blood, ainda com mais sintetizadores retrôs e uma bateria eletrônica que começam a demonstrar o que se pode ouvir ainda mais, também lembra as típicas músicas de fazer exercícios numa academia qualquer; 

Na sequência temos Rise, uma coisa mais zen, suavizante e que carrega um ponto mais calmo na canção em certos momentos, porém a potência cresce antes de acabar a canção num estilo mais soft-pop; já em Holyland, que soa como o nome de uma Terra Sagrada, parece ter aquela vibe electro com pop bubblegum e uma letra bem impressionante aonde ele procurava essa Terra Sagrada; 

O soft-pop com pitadas de new-age Blind, mostra-se um tema relaxante, suave e também não deixa ser algo já comum pros típicos discos feitos na década de 80; em Earth Mother, aqui o lance é um lance sobre as mulheres, e são citadas Rosa Parks e a jovem Malala e com citação ao clássico R-E-S-P-E-C-T  de Aretha Franklin no refrão; enquanto em Global Nation, Todd está chamando todo o planeta, todo mundo, mostrando um verdadeiro caminho para a libertação, um caminho para a inspiração e envolver seus braços ao redor do mundo numa levada bem atual, uma coisa bem pop festiva mostrando ser o tema pra Global Nation toda dançar e ouvir na balada; em Soothe o clima soa tranquilo pela introdução cheia de teclados e falando sobre acalmar alguém numa levada bem suave, ainda tentando não ficar tão no pique como outras canções que chega a parecer um pop lento típico de AOR oitentista; 

Já em Terra Firma, o cantor cita Cristóvão Colombo (pros ingleses, Christopher Columbus) em busca de uma nova terra para descobertas em uma Apollo VII, vendo a Terra do alto em uma viagem movida a sintetizadores, bateria eletrônica e com Todd narrando uma aventura; já em Fate, a suavidade pop oitentista ainda segue e não deixa passar batido, embora ainda seja uma sequência de canções suavíssimas de sonoridade retrô do álbum; em Skyscraper, o convite para uma moça que trabalha nos andares de cima de um arranha-céu para festejar com o pessoal embaixo e ainda aconselha a manter todo o dinheiro pelo fato de a festa ser livre, já voltando com o clima dançante do álbum; e encerrando o disco, This Island Earth é uma daquelas canções na qual há um pouco de ficção científica na letra, sobre milhões de planetas e que um dia poderemos ir viajar para estes planetas:

Ou seja, possíveis provas que existe vida fora do planeta mesmo, ainda que haja pouco tempo para aproveitarmos no planeta caso não soubermos valorizar.

O novo álbum do cantor americano é uma belíssima viagem de canções temáticas que vão desde as viagens no futuro, até mesmo um convite para o mundo todo dançar, ou seja, uma festa garantida para quem curte as pirações de Mr. Todd Rundgren e ele ter acrescentado um toque bem mais retrô nas faixas desse material, até nos levando a uma viagem no tempo. Sem dúvidas, muito indispensável o mais recente álbum deste artista vindo da Pensilvânia, com mais de 45 anos de carreira e sempre ousando em fazer coisas diferentes e mostrando que ainda está com tudo, apesar dos 66 anos de idade e muita disposição pra fazer ainda muito mais som pela frente.

Set do disco:


1 - Evrybody (Todd Rundgren)
2 - Flesh & Blood (Todd Rundgren)
3 - Rise (Todd Rundgren)
4 - Holyland (Todd Rundgren)
5 - Blind (Todd Rundgren)
6 - Earth Mother (Todd Rundgren)
7 - Global Nation (Todd Rundgren)
8 - Terra Firma (Todd Rundgren)
9 - Soothe (Todd Rundgren)
10 - Fate  (Todd Rundgren)
11 - Skyscraper (Todd Rundgren)
12 - This Island Earth (Todd Rundgren)

O álbum não tem um "full album" definitivo no YouTube, mas você pode conferir e ouvir todas as 12 faixas no Spotify.


Malcon Fernandes é Blogueiro\Escritor\Criador de conteúdo na empresa Discos Indispensáveis Para Ouvir

domingo, 3 de maio de 2015

Clipe and Rock: O melhor Instinto é o Animal

Foto Reprodução: Rock de verdade


A banda Instinto Animal (Quem?) lança mais um sensacional trabalho, agora em recurso audiovisual, o trabalho conta com as mãos dos sempre incríveis, Guto Gonzalez, Luciana Fac (Produção e direção) e Sóstenes Matusalém. Com efeitos especiais simples, porém, que acertam em cheio no tempo do ritmo musical e na representação do grupo, a musica 'Não vou parar' é o prato cheio dessa animalesca banda, confere aí o videoclipe:

Produção: Luminária Filmes
Direção: Luciana Fac (Luminária Filmes)
Música: Não Vou Parar
Banda: Instinto Animal 
Dani Martins (Bateria), 
Léo Fernandes (Vocal e Guitarra) e 
Urso (Baixo),

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A cronica d'um samba a mais


Foto Reprodução: Retirado do Site Na Vitrola
"Entre retratos da poesia urbana, com algumas doses de ironia, lirismo e bom humor postos à mesa de um bar qualquer, percorrendo as horas de uma madrugada sem tempo, nasce UM SAMBA A MAIS. Tão singelo e despretensioso, quanto autêntico e revelador, como toda boa prosa de amigos em instantes afins. De todos os motivos necessários para que esse encontro ocorra, um sentimento comum move corpos, mentes, almas e línguas até o local e hora não combinados, deixando ali de lado os afazeres cansados da vida apressada, previsível e efêmera. Na fome de música que mantém sóbrio, na sede de poesia que é vício, resiste a paixão pela canção popular. Participações especiais: Ully Costa, Vânia Bastos, Zeca Baleiro, Maria Beraldo Bastos, Marina Beraldo Bastos, Emiliano Sampaio, Marcelo Valezi, Marcelo Rocha, Edu Guimarães, Pedro Romão, Rafa Toledo, Alfredo Castro, Bruna Prado, Rita Bastos, Luisa Toller e Suellen Leal. 

Gravado e Mixado no Estúdio Lamparina por Rafael Montorfano e Guto Gonzalez. 

Masterizado no Estúdio Banzai por Leonardo Nakabayashi."

Eis mais um trabalho sensacional do Estúdio Lamparina,  mais um fantástico CD de Lê Coelho e Os Urubus Malandros.
Funcionando quase como uma crônica paulistana, o CD Um Samba a Mais é um show de histórias dançantes, com personagens como a Clementina, que era tão formosa, mas tão triste no amor, como também o velho Zé português, salafrário como só ele, e o Mané tão folgado e "esperto" quanto ele...  E assim por diante, os personagens fantásticos vão surgindo.
Contando com apoio de grandes Nomes do Samba tais como Zeca Baleiro, Luiza Toller, Vânia Bastos, entre outros...
Eis a cronica do mês... Um Samba a mais gravado e mixado por Rafael Montorfano e Guto Gonzalez do Estúdio Lamparina e Masterizado no Estúdio Banzai por Leonardo Nakabayashi... Deliciem-se ouvindo esse Samba a mais do paulistano Lê Coelho.
Foto cedida pela Assessoria