Mostrando postagens com marcador Poemas e Comentários. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poemas e Comentários. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de junho de 2017

A dor da vingança

Foto reprodução: Google (Doce Vingança)

Não......................
_____________________________________________________
Ouve-se o grito por toda sala, de repente...
Silencio absoluto, pergunto-me onde estou e quem sou eu, ou melhor seria perguntar o que sou eu?
Qual minha idade? 18, 20 ou talvez 200 anos?
De qual povo eu faço parte?
Seria o mais perfeito animal racional?
Vejo somente uma pessoa, não, não seria uma pessoa qualquer, ou não chegaria a ser uma pessoa...
_____________________________________________________
Finalmente acordaste, ó parvo Humano....

Mas quem seria esta criatura que me dá um medo angustiante?
Seria a morte?? Ou um de seus anjos??
_____________________________________________________
Quem é você? A morte? Ou apenas um sonho delirante?...

Mal sabia eu, que se fosse um sonho tudo o que estava passando, estaria tendo um pesadelo.
_____________________________________________________
Me ajude, pelos Deuses, Eu te Imploro, me solte...
Ela então falou sinistramente....
Cala-te homem imundo, não me interrompas, eu sou a Vingança de suas vitimas.... Aquelas que sempre desprezaste...
Oh agora lembro meu nome e minha idade, mas, Oh não, clemência, isso não...
Era o que tuas Vítimas pediam, mas tu não tinha o minimo de compaixão, porque então eu teria de ti?...
_____________________________________________________
E começou a me torturar das mais horripilantes maneiras, com fogo, ferro quente, chibatadas e etc e tal
_____________________________________________________
Pelos Deuses, não me tortures mais, eu prefiro a morte....
Vou te fazer lembrar teu apelido e a razão dele, afinal não é o que desejas? Saber quem és tu? Eu estive perto durante toda sua "nobre" vida, nos gritos desesperados de seus devedores, que agora clamam pela justiça de seus feitos horripilantes e covardes, que tanto tu gabavas diante outros de sua espécie....
Me mate logo, pelos Deuses...
Impossível, pois tu já esta morto ó fraco homem....
Não......................
_____________________________________________________
Ouve-se o grito por toda sala...

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Como provar que eu existo

Imagem reprodução: Google

Se tudo isso fosse um sonho, só uma coisa eu ainda seria capaz de fazer, pensar coisas inexistentes.

Se tudo isso fosse uma ilusão e este meu corpo não existisse, ainda teria uma certeza, eu pensaria que o corpo é meu.

Se tudo isso fosse uma loucura, ainda que de modo peculiar eu ainda continuaria a imaginar.

Se eu fosse um programa de computador ainda assim eu faria coisas através de uma rede de comando, ou seja, usaria meu cérebro.

Se eu fosse uma memória, mesmo assim eu existiria, pois estaria revivendo minhas lembranças.

Se eu duvido da existência de tudo, não importa; duvidar prova que eu ainda penso.

Qual é minha conclusão?

Que eu ainda vivo, pois posso usar essa maravilha de pensamento.

*Inspirado em R. Descartes

sábado, 27 de maio de 2017

Um casamento perturbador

imagem reprodução: Google

O Ciberespaço é um lugar-maquina, conciliador de dois elementos extremamente importante, um é a tecnologia do virtual, outro a racionalidade do espaço.

Embora seja conciliador desses elementos, eles não são iguais.

O Ciberespaço é o casamento não tão perfeito entre a Srtª. Tecnologia Virtual e o Sr. Espaço Racional, onde o Ciberespaço é um espaço em que permite a racionalidade do espaço (Eu estou aqui!) e a virtualização tecnológica ( Eu estou "virtualmente" em vários lugares).

Porém cada um dos elementos possui suas falhas genéticas, a virtualização da tecnologia é a colaboradora da destruição de sentidos, não se sabe mais distinguir o real e o imaginário (porém não totalmente), enquanto a realidade do espaço é um local reciproco de informações.

Porém não necessariamente teríamos que pagar para termos informações fora do virtual (no espaço real, enquanto corporal), visto que absolutamente tudo é informação (códigos), desde o cheiro até o tato.

Somos computadores falantes recebendo sempre bits (informações) e o PC (cérebro) interpreta essa informação e transforma-a em realidade e assim como um computador conectado a internet, não recebe toda informação da net (sentidos), somente aquilo que ele foi programado pra receber ou aquilo que ele está sintonizando em determinado momento.

Por isso vivemos em um mundo como o mostrado no filme Tron, em que a realidade não é tangível.

Porque afinal, nada é real, tudo é virtual, nossos sentidos e sentimentos são só informações mandadas e controladas pela CPU do corpo humano (o cérebro), só existe o absoluto, que é o tudo.

A arte digital é talvez, a maior prova de que nada é real, pois são varias as possibilidade de se imaginar e criar o imaginável...

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Os videoclipes mais incríveis do mundo

Imagem reprodução: Arquivo

Todos têm um cantor/banda e músicas favoritos, seja qual estilo for. Mas, confessamos que independente de estilo, têm videoclipes que ficam eternizados na nossa memória. Então, que tal conferir este toplist dos videoclipes mais incríveis do mundo?


10 - Californication – Red Hot Chili Peppers

Uma música excepcional, com uma banda ainda mais excepcional merece um clipe ainda mais fantástico certo? Pois é, e é por isso que a música Californication da Red Hot merece estar entre os mais incríveis videoclipes já feitos. Afinal, num clipe em que cada um dos integrantes recebe sua versão digital e participam de diferentes tipos de jogos. Temos certeza de que se o jogo do clipe existisse, muitos iriam querer jogar.

 
9 - Hurts Like Heaven – Coldplay

Um dos clipes mais fantásticos por mim já visto, Hurts Like Heaven faz parte do álbum Mylo Xyloto do Coldplay. E por que é tão fantástico? Porque ele nos faz nos sentir como leitor de uma História em Quadrinhos de ficção científica, o videoclipe é tão perfeito que a banda britânica investiu em um quadrinho adaptado do álbum homônimo Mylo Xyloto.


8 - Basket Case – Green Day

Na minha juventude, essa com certeza era a música que mais gostava do Green Day, grande parcela por causa do videoclipe dela. Basket Case meio que resumia a suposta loucura dentro de mim.


7 - Máscara – Pitty

Se grande parte dos clipes que estão aqui foram apresentados para mim durante a adolescência, a música Máscara e seu videoclipe se apresentou durante minha caminhada na faculdade. E desde então... Bem, esta arte da Pitty é o meu sétimo clipe favorito.


6 - Thriller – Michael Jackson

Um dos clipes e música mais conhecida do rei do Pop, Michael Jackson merecia estar entre os 6 vídeoclipes mais fodas de todos, e é claro com sua música macabra Thriller, Afinal não é todo dia que pudemos ver um dos Jackson Five virar lobisomem e zumbi, certo?.


5 - I Want To Break Free – Queen

Freddie Mercury tornou-se célebre pelo seu poderoso tom de voz e suas performances energéticas que sempre envolviam a plateia, tendo sido considerado pela crítica como um dos maiores artistas de todos os tempos. E é por causa disto que I Want To Break Free está no quinto lugar de clipes mais incríveis que já vi.


4 - Ei Moleque – John Bala Jones

Tem clipes que dariam um ótimo filme, e digamos que o da música Ei Moleque da John Bala Jones é um desses casos. Confere o clipe aí...


3 - Alice – Avril Lavigne

A música perfeita para o filme perfeito de uma direção ainda mais perfeita. Filmes do Tim Burton são fantásticos, e merecem o que há de melhor para fazer uma trilha sonora de encantar até o mais duro crítico. E qual a melhor música para representar a história de Lewis Carrol, do que uma versão underground musical de Alice? Pois, Avril Lavigne nesta música e clipe fez mais do que o dever de casa.


2 - Suicídio – A Origem

Uma das melhores músicas do cenário rapper independente, sendo que o clipe não fica atrás... Uma música que muitos ouvem, mas poucos entendem. Eis Suicídio do grupo A Origem. Uma música que une pensamentos e trechos da música Tu és a verdade, Jesus do Rei Roberto Carlos


1 - Don't Cry – Guns N' Roses

Convenhamos que escolher um videoclipe fantástico e não falar de Guns é meio difícil, porém qual deles mereceria ficar neste toplist, já que todos são fantásticos? Bem, para mim em particular, pela letra e pelo clipe a Don't Cry é a grande vencedora da noite.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Progresso VS Perfeição: O amor que sonhamos ou a verdadeira felicidade

Imagem reprodução: Google

Conheci uma moça na rua outro dia que estava muito triste. Ela me contou que estava namorando um homem "maravilhoso, mas cheio de defeitinhos" e ela não conseguiria lidar com esses defeitinhos. Ela só sabe lidar com perfeição. Segundo a moça, perfeição é sinônimo de felicidade

Respirei por um momento, tentando entender aquela moça e sua concepção de felicidade. Confesso que não consegui!

Nunca achei que felicidade fosse baseada numa relação onde o outro precisa ser perfeito para atender suas necessidade. Na verdade, o que significa ser perfeito? Não cometer erros? Saber conversar sobre tudo e ter sempre a resposta certa para qualquer pergunta? Saber exatamente o que seu companheiro (a) quer e que precisa? Nunca dar vexame em festa/bares e ser sempre bem comportado? Fazer exatamente aquilo que o outro quer?

A minha concepção de felicidade é outra. É saber ser presença e ser ausência. É ter opiniões próprias sobre os mais variados assuntos e saber debater seus argumentos quando necessário. É sair pra se divertir e não se importar se vai dar vexame. É entender que cada um tem a sua vida e não precisamos jogar nossa felicidade na mão do outro.

O amor, pra mim, é como um jogo de tabuleiro: vamos avançando a medida que fazemos escolhas que consideramos boas para nós e para os outros. É um verdadeiro progresso. A cada coisa boa que fazemos, avançamos. A cada jogada errada, recuamos, mas vemos o que fizemos de errado e avançamos. Amor não tem nada a ver com perfeição. Tem a ver com um progresso maravilhoso, onde conhecemos as imperfeições do outro e aprendemos como lidar com elas (às vezes até nos apaixonamos por ela). Amar é saber entender o outro como um só. Saber que cada ser humanos tem suas particularidades e, acima de tudo, que o outro não nasceu pra ser exatamente do que você. Afinal, quem disse que tinha que ser tudo perfeito para dar certo?

Jussara Souza, 23 anos, 
graduanda em jornalismo pela 
Universidade Federal de Juiz de Fora, 

Produtora e Repórter pela Rádio CBN Juiz de Fora e escritora da página Entre amores e delírios.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher!

Imagem reprodução: Google

Ela... Ela não presta. Nunca prestou. Nunca se deu valor. 

Onde já se viu ficar de agarramento com um homem na frente de todo mundo? "Safada"! Falaram pelas costas dela. "Puta"! Gritaram para quem quisesse ouvir. Em grupo de whatsapp, faziam piadas ofensivas a seu respeito. 

Na sua frente, a chamavam de amiga. Contradições? Não, apenas hipocrisia! Queriam ter sua coragem de assumir seus sentimentos. Queriam ser autênticos como ela e principalmente, queriam chamar a atenção. Não conseguiram. 

A inveja os consumia. A maldade destilava de seus corpos. O veneno das palavras escorriam de suas bocas. Queriam que ela se encaixassem em um padrão, mas ela não era mulher de se encaixar em padrões. 

Ela era única. Sabia o que queria e, mesmo tomando porrada da vida em alguns momentos, ela não desistia daquilo que queria. Ela sempre teve seus próprios traços, uma coisa que a tornava singular num mundo acostumado com o plural. 

Sempre teve linhas únicas, difíceis de dominar. É mulher, moça, menina, puta e santa. Ela sabia ser autêntica. Sabia que incomodava. Ela tinha uma luz própria que tentaram ao máximo apagar. Não conseguiram. 

Ela continua brilhando. Ela nunca se importou com opiniões alheias. Era sempre foi dona de si mesma. É fera, bicho, anjo e mulher. É dela e só dela e não de quem quiser!

Jussara Souza, 23 anos, 
graduanda em jornalismo pela 
Universidade Federal de Juiz de Fora, 

Vice presidente, Diretora de Protocolo e 

Diretora de Imagem pública na empresa 
e escritora da página Entre amores e delírios.

Acabou. Boa Sorte!

Imagem reprodução: Google

Coloquei o último casaco na mala. Pronto. Tive certeza que aquele era o fim. Nunca pensei que esse dia chegaria. Que deixaria para trás as nossas conversas, nossas risadas, nossos momentos.

Mas esse dia chegou e doeu saber que estava na hora de dizer adeus. Meus olhos pretos percorreram a casa em que passei alguns dos melhores anos da minha vida na intenção de guardar na memória pequenas lembranças daquela vida que, agora, já não era mais minha. 

Foi duro ter que tirar minhas coisas dos armários e sentir seu perfume em alguma das minhas roupas. 

Mas foi mais difícil ainda saber que você abriu mão desse amor. Eu lutei, com todas as minhas forças para manter esse amor vivo, pra manter você perto de mim. Mas você se distanciou e quebrou uma barreira que eu não conseguia ultrapassar.

Eu sabia que aquele era o fim e relutei em aceitar. Mas não tinha mais volta. Tudo estava acabado. 

Resolvi então lhe dar aquilo que você queria: sua liberdade. Peguei minhas malas, arrumei minhas roupas e resolvi partir. 

Deixei pra trás aquele perfume que você me deu e que dizia adorar o cheiro dele em mim. Não seria mais útil, já que agora você preferia o cheiro de outra. 

Sabe, não vai ser fácil recomeçar, mas eu sei que vou conseguir. Quando você chegar, espero que encontre essa carta e saiba que todo o amor que existia em mim agora ficou pra trás. Deixo também a última rosa que você me deu. Espero que cuide melhor dela do que cuidou de mim. Então, até um dia (quem sabe). Acabou. Boa sorte

Jussara Souza, 23 anos,graduanda em jornalismo pela 
Universidade Federal de Juiz de Fora, 

Vice presidente, Diretora de Protocolo e 

Diretora de Imagem pública na empresa 
e escritora da página Entre amores e delírios.

domingo, 19 de março de 2017

Uma Bela nostalgia da Disney que é muito Fera

Foto-cena reprodução: Google

Sobre a Bela e a Fera (1991) começo dizendo que SIM, este sempre foi o meu filme da Disney favorito; SIM, esta sempre foi a mais bela história da Disney; e SIM, ela nunca será superada por nenhuma outra!

Vale lembrar que a Bela e a Fera foi a primeira animação na história do Oscar a ser indicada para a categoria de Melhor Filme.

Bom, passados 26 anos a Disney me fez ir as lágrimas no cinema com o seu mais bem feito Live-Action, e dificilmente algum outro irá superar esta obra prima (mesmo que eu ainda esteja esperando ansiosamente por Aladim e O Rei Leão).

Sobre o filme? Impecável! Um vislumbre aos olhos e uma emoção ao mesmo tempo saudosista e surpreendente ao coração.

A fotografia te leva para dentro da história, de cada cena e de cada momento - lindíssima!

A trilha sonora e as canções? Extremamente fiéis! Sim, eu cantei praticamente todas as músicas e só lamentei a ausência de Ser Humano Outra Vez.

A direção de arte, o figurino, o cabelo e a maquiagem merecem o Oscar 2018 - e não há discussão!

Os efeitos especiais? Tornam a história real e dão vida a uma Fera muito, mas muito bem feita e também aos demais personagens tão especiais desta obra prima, com destaque para meu personagem favorito: o Lumière! E que felicidade ver o que fizeram com Be Our Guest.

Ewan McGregor faz o meu amado Lumière com o mesmo carisma e encanto da película de 1991. Ele é lindo, lindo e lindo! Obrigado aos produtores e ao Ewan McGregor por dar vida a este candelabro tão encantador, sonhador, persistente e determinado! Sempre pensei que se eu fosse uma personagem deste filme, eu seria ele.

E por fim ela, minha tão especial Emma Watson. Bom, ela sempre vai ser a Hermione e não a Bela, mas ela dá conta do recado! Não é a sua melhor atuação (prefiro vê-la em Hogwarts), mas ela me fez reviver a Bela que assisti tantas e tantas vezes na minha infância.

Mas como assim então Peterson? Ela está mal no filme? Não! Pelo contrário, ela se saiu muito bem. O que acontece que é a Emma Watson é uma mulher poderosa que torna a delicada e sonhadora (ainda que dedicada e decidida) Bela de 1991 em uma Bela de 2017 do seu tempo: forte, destemida, corajosa e de personalidade forte! Há quem goste, há quem não. Da minha parte? APROVADA! Eu amei, e amei ainda mais porque foi ela, porque sim eu sou fã dela e fim de papo!

A Bela e a Fera de 2017 me fez sair do cinema extasiado, de olhos mais do que marejados (Risos), feliz, embasbacado, emocionado, saudosista e muito, mas muito satisfeito.

Não foi ver ainda? O que está esperando então? E quando for me chama, pois vou novamente!



 Trailer legendado do filme A Bela e a Fera

Peterson de Santis Silva, 29 anos
reside em Agudos e 
é administrador 

sábado, 18 de março de 2017

TopList: As famílias na TV

Tios, pais, avós, filhos, irmãos, existem muitos jeitos de se definir quem faz parte de uma família e o seu significado. Mas, cá entre nós, quais são as nossas famílias preferidas da TV? Quem são nossos pais e mães preferidos? Quem são nossos filhos prediletos? Confira nessa lista maluca.


Os Addams (A família Addams)

Foto reprodução: Google

A família mais assombrosa da nossa infância, afinal não é todo dia que se vê uma família composta por uma filha sádica e sombria (Vandinha), um irmão desmiolado (Feioso), uma vidente como avó (Vovó Addams), um rico que fazia de tudo para satisfazer os sombrios desejos de sua cadavérica esposa (Gomez e Mortícia) e seu irmão ainda mais desmiolado (Tio Fester). Mas não há porque se preocupar afinal, os membros da Família Addams pareciam monstros, porém eles eram do bem, ou seja, apesar de hábitos mórbidos e incomuns, os Addams eram incapazes de fazer algum mal a qualquer outra pessoa.


Os Sauros (Família Dinossauros)


Capa reprodução: Google
Não é mamãe!!! Você, assim como eu deve ter ouvido muito essa frase vindo de um certo bebê dinossauro (Sim, isso mesmo!!!), afinal a pré história também merece uma família memorável. E eis os Sauros, composta por Fran da Silva Sauro (Mãe), Robert da Silva Sauro/Bob (Filho mais velho), Charlene da Silva Sauro (Filha do meio), Baby da Silva Sauro (O bebê da família) e o patriarca Dino da Silva Sauro (Querida cheguei!!!), e ás vezes contava com a velha Zilda da Silva Sauro (A vovó). Ora com uma família assim quem precisava de outra coisa?


Os Silva ( A Grande família)


Capa reprodução: Google
Durante anos esta foi a família brasileira mais cutucada de todas. Afinal todos adoram Lineu (Pai), Irene Silva/Nenê (Matriarca), Maria Isabel Carrara/Bebel (Filha mais velha), Arthur Silva/Tuco (Filho mais novo), "Seu" Floriano (Vô), Augusto Carrara/Agostinho (Genro) e Floriano Carrara/Florianinho (Neto), e que atire a primeira pedra quem nunca se identificou com um destes personagens dessa família muito linda e também muito ouriçada.


Os Griffin (Family Guy)

Capa reprodução: Google
Parece que hoje só o que se vê é violência em filmes e sexo na TV. Mas onde estão os bons e velhos costumes que costumávamos ter? Uma delícia de família que vive em harmonia, sempre com alegria, sorrindo todo dia, eis a definição não tão perfeita da Família Griffin. A animação gira em torno das aventuras da família de Peter Griffin, um trapalhão, mas bem-intencionado trabalhador. Sua esposa Lois é uma dona-de-casa e professora de piano, e seus três filhos: Meg, uma adolescente que é frequentemente alvo de piadas devido à sua rusticidade e falta de popularidade; Chris, seu filho adolescente, que está acima do peso, é pouco inteligente e, em muitos aspectos, é uma versão mais nova de seu pai; e Stewie, o seu filho bebê diabólico de orientação sexual ambígua, que tem trejeitos de adulto e fala fluentemente com sotaque britânico e frases de arquivilão estereotipadas e seu fiel companheiro e animal Brian, o cão da família, um ser antropomórfico.


Os Simpsons (Simpsons)


Capa reprodução: Google
Toda mãe ama seu filho, certo? Não importa o quão bagunceiro ele seja, ou o quanto irritantemente inteligente/Nerd ele seja, eis a definição de Elizabeth "Lisa" Marie Simpson/Lisa Bartholomew Jo-Jo Simpson/Bart, que ainda tem como irmã uma incomunicável bebê que só quer saber de sugar sua chupeta (Margaret "Maggie" Simpson/Maggie), porém tão esperta quanto a irmã do meio. E que ainda conta com a mãe coruja Marjorie Bouvier Simpson/Marge e o pai bebum e comedor de rosquinhas Homer Jay Simpson.


Os Rock (Todo Mundo Odeia o Chris)

Capa reprodução: Google

Nos anos 80, ser negro nos EUA já era difícil, ainda mais se morasse na Bed-Stuy (Onde só doido vai!) e não soubesse se defender seja nas ruas ou na escola Corleone Junior High, no bairro italiano, South Shore, onde todos são brancos e ridicularizam de alguma maneira a vida do protagonista Chris Rock (O carinha que mora logo ali), como se não bastasse tudo isto ele tem que enfrentar a responsabilidade de ser o irmão mais velho de 3 filhos, e cuidar de seu popular irmão Drew Rock, um carinha que ao contrários do azarado Chris é sortudo, talentoso, atlético, acadêmico e bonito. sua irmãzinha mimada Tônia Rock, e ainda ajudar sua rígida mãe, Rochelle Rock e seu pai super trabalhador (Afinal tem dois empregos) e mão-de-vaca. Eis a família que ama Chris.


Os Baxter (As visões da Raven)


Capa reprodução: Google
Quem nunca desejou ver o futuro que atire a primeira pedra, mas calma lá ter o poder de previsão pode não ser tão vantajoso assim. Principalmente se for uma visão pela metade, o que garante boas risadas, diversão e atrapalhadas, mas isso pode se resolver com a ajuda de amigos e da família, principalmente se sua família forem os Baxter.


Os Stradivarius (Castelo Rá Tim Bum) 

Foto reprodução: Google

A magia é tão fantástica quanto ter variados amigos, de diversas formas, sejam eles de outros bairros, ou de outras galáxias. Mas, de que adiantaria ter sangue mágico e não poder contar com uns conselhos dos tios, principalmente se os mesmos forem um inventor renomado e amigo pessoal de Leonardo Da Vinci (O Tio Victor é fera mesmo!) ou uma poderosa feiticeira, que manja em fazer poções e contar histórias para uma certa gralha tagarela, não é a toa que Da Vinci, tinha uma quedinha pela Tia Avó Morgana. E pra completar só falta falar do amigo da criançada, o jovem de 300 anos Antonino Stradivarius Victorius II, ou simplesmente Nino para os mais íntimos.

domingo, 12 de março de 2017

TopList: O pior e o melhor dos Marotos

Imagem reprodução: Google


Quem é fã de Harry Potter (Os ditos Potterheads ou Pottermaniacos), com certeza saberá identificar os senhores Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas. Porém entre eles, qual a melhor ou pior característica deles? É isso que veremos neste TopList especialmente mágico.


Rabicho

Imagem reprodução: Google

Rabicho ou Pedro Pettigrew talvez entre todos os personagens da Grifinória, seja o mais covarde de todos. Ele não apenas ousou entregar seu melhor amigo para Lord Voldemort, mas também prefere se esconder na sombra dos mais poderosos a fim de se proteger. Não é a toa que ele é um Rato em sua forma animaga, e sendo um pária para todos os que o cercam, sejam comensais ou não.

Melhor característica: Por mais traidor e covarde que Pedro fosse, ele ainda "salvou" Harry e seus amigos de serem entregues á Você Sabe Quem, fazendo-o assim ser morto por sua traição, característica marcante de seu personagem.

Pior característica: A traição por si só já é muito ruim e imperdoável, mas com toda certeza a pior traição é aquela vinda de um covarde. Que só "protege" seus aliados enquanto não vê nada mais poderoso do que eles.

Pontas

Imagem reprodução: Google

Pontas ou James "Tiago" Potter, é o que podemos dizer de um verdadeiro grifinório, leal, ousado, nobre e de sangue "quente" (Sei que o certo é frio, mas como um bom Potter, quanto mais rebelde melhor).

Melhor característica: Ser pai do protagonista não basta para mim, talvez a melhor característica de James seja ser heroico nos momentos que se precisa, afinal mesmo odiando Severo Snape, ele o salvou quando jovens, tudo porque um jovem Black deixou escapar, de propósito, como passar pelo Salgueiro Lutador. Foi aí que Tiago, em tempo, salvou Severo de ir até a Casa dos Gritos, porque se ele o fizesse, acabaria sendo morto pelo Lupin transformado em lobisomem.

Pior característica:

O jeito rebelde dele ser quase fez com que não rolasse uma química entre ele e Lílian Evans (Ou fez?!), afinal ela o achava desprezível, chato, irresponsável e pior ainda... Um metido. Enfim, eis as piores características dele, mas convenhamos, quem nunca teve uma dessas características quando era jovem que queime seus livros da saga Harry Potter (Brincadeira hein?).

Almofadinhas

Imagem reprodução: Google

O escória da família Black, eis Sírius  Black, o melhor amigo de Tiago, e tão irresponsável quanto o Maroto pai do Harry.

Melhor característica: Sua fidelidade e força, embora toda sua rebeldia continue sendo uma grande marca na sua vida adulta, foi sua força e fidelidade á Ordem que o fez ser morto na batalha no Ministério da Magia. Ora, ele nunca abandonaria seus amigos, principalmente seu afilhado que pensava que o estava salvando. Talvez o maior erro do Potter tenha sido desesperar-se a ponto de invadir o ministério para um possível salvamento de seu amado padrinho.

Pior característica: Como dito anteriormente, as características mais marcantes do Sinistro seria a sua irresponsabilidade, força e fidelidade, embora, esta primeira seja a pior dentre elas, afinal, ele poderia ser descoberto ao procurar ver seu afilhado no Expresso de Hogwarts, ou poderia ter matado um jovem "Ranhoso" ao deixar escapar de propósito, como passar pelo Salgueiro Lutador.

Aluado

Imagem reprodução: Google

Aluado ou Remo J. Lupin, é considerado por alguns como o melhor professor de Hogwarts na Era H. Potter, e consequentemente o melhor professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, mas não apenas por isso que Remo ficou famoso... Pois o mesmo sofria de Licantropia, ou seja fora mordido por um lobisomem, especificamente falando o "comensal da morte" Fenrir Greyback.

Melhor característica: Talvez o mais sensato do grupo d'Os marotos, talvez sua condição como um licantropo ajudasse em sua sensatez, porém do mesmo jeito que tal condição o salvava também o condenava. Seja entre os amigos, ou no quase abandono à Tonks e ao pequeno Teddy.

Pior característica: A pior característica de Aluado, como já dita antes tem a ver com sua condição de lobisomem. Sabendo que tais grupos sofriam preconceitos dos bruxos, muitos não se declaravam, sabendo disso e do fato que seus amigos sabiam de seu problema peludo, talvez fosse por isso que ele ficava indiferente às travessuras de seus amigos, principalmente o Almofadinhas e o Pontas. E eis como ele mesmo diz seu maior arrependimento.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Um certo devoto

Imagem reprodução: Google

Um homem que se entregara à devoção
Havia muito tempo andava em ansiosa espera,
Queria ver Jesus.
Por isso, quase sempre, em profunda oração,
Vivia em súplica sincera...
Até que, certa noite,
Viu, reverente, o Mestre
Que o abraçava e prometia,
Com palavras de aviso terno e exato,
Visitá-lo no dia imediato.

O devoto acordou... Amanhecia...

Antes que o Sol surgisse, inteiramente,
Apresentando a Terra em novas cores,
O amigo de Jesus, agindo como em festa,
Varre a casa modesta,
Depois, ei-lo a enfeitá-la,
Desde a pequena sala
Ao fogão da cozinha limpa e estreita,
Com dezenas de flores,
Estampando na face a alegria perfeita.

Logo pela manhã,
Bateu-lhe à porta um pobre em roupa esfarrapada,
Mostrando pés e mãos em estranhas feridas,
A rogar-lhe uns minutos de pousada,
Através de expressões enternecidas,
Alegando sofrer tribulações
De comprida jornada.
Mas o devoto respondeu:
-Amigo, segue adiante,
O seu caso é comum,
Espero por alguém muito importante
Não tenho tempo algum.
O mendigo saiu, cambaleante,
Depois de agradecer.

Em seguida apareceu
Triste rapaz errante,
Demonstrando, no todo, traço a traço,
Febre, penúria e dor, indigência e cansaço,
Suplicando socorro ao devoto feliz...
Ele, porém, lhe diz;
- Põe-te à frente, rapaz, não tenho neste mundo,
A obrigação de abrir a porta de meu lar
A qualquer vagabundo...

Logo após, um menino pobre e triste
Surgiu descalço e só,
Corpo todo a encobrir-se sob o pó
Das veredas difíceis que trilhara.,.
Pedia pão e abrigo,
Mas falou o devoto em voz segura e clara:
- Hoje, espero um amigo,
Não posso recolhê-lo,
Peça pão ao vizinho
E segue o teu caminho...
Aliás, para mim, é simples desmazelo
Dos lares sem amor
Que deixam a criança, um garoto qualquer,
Pedir, pedir, pedir e andar como quiser
Para depois fazer-se malfeitor...

Mais tarde, ao fim do dia,
Um velhinho doente, arrimado a um bordão,
Respeitoso, rogava compaixão,
Receava dormir exposto à noite fria
E sair, ao relento,
Aumentando a fadiga e o sofrimento.
O devoto, no entanto, informou da janela:
-Não posso dar-te asilo,
Não bata à minha porta nem te escores nela...
Aguardo alguém; contudo, segue em frente,
Neste mesmo lugar encontrarás mais gente
Que possa agasalhá-lo,
Desculpa-me a recusa,
É um amigo importante esse alguém de quem falo...
Espero que terás leito e pousada
Na primeira pensão, à direita da estrada.

O dia terminou, e a noite veio escura,
O devoto chorou, tomado de amargura,
Mas dormiu e sonhou que reencontrava o Cristo.
Assombrado, gritou: - Por que, por que, Senhor,
Não me queres a fé, nem me aceitas o amor?
Preparei minha casa com cuidado
A fim de demonstrar-te todo o meu carinho,
E não quiseste vir ao meu recanto...

- Como não? - disse o Mestre em doce explicação
- Hoje, por quatro vezes fui
A tua casa, em vão.
Por muito que te achasse, eu me via sozinho..
Finda uma pausa, o Mestre esclareceu:
- Recorda, amigo meu,
O mendigo, o rapaz, o menino e o velhinho...
Sei que teu coração não percebeu,
Mas nos quatro viajores do caminho
Estava eu
A estender-te clarão renovador
E te buscar em meu imenso amor.
Nisso, o devoto em pranto
Voltou ao corpo e veio a despertar...
E, relembrando o ensino, trêmulo de espanto,
Começou a pensar...

Maria Dolores/ Francisco Cândido Xavier (Assembleia de Luz)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Fazer ou não fazer, não tente

Imagem reprodução: Facebook

Já dizia o Mestre Yoda: “Do or not do, there is no try.”

Ou seja, “faça ou não faça, não existe o tentar.”

Não existe o “tentar resolver um problema”, existe o resolver o problema ou não (o que já é uma solução)

Não existe o “tentar mudar o mundo”, existe o ser melhor do que você foi ontem todos os dias da sua vida até o fim.

Não existe o “tentar ser um profissional melhor”, existe o pagar o preço para sair do mediano.

Não existe o “tentar resgatar um relacionamento”, existe o resgate diário consciente e deliberado; e se ainda assim não resgatar, nesse caso você só tem 50% da ação.

Não existe o “tentar parar de fumar ou beber”, existe você ser mais forte do que suas maiores desculpas.

A auto-responsabilidade te tira da zona de conforto, te faz perceber que você é o único responsável por sua vida, independente de onde você tenha vindo ou o que tenha feito. No fim das contas, a única coisa que importa é para onde você está indo e quem você quer se tornar.

Nada menos do que isso interessa.

Nos vemos no topo!


Foto reprodução: Facebook


Julio Lussari é consultor, palestrante 
e blogueiro nas áreas de inovação, 
marketing, empreendedorismo
desenvolvimento pessoal.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Mudei por mim, não por você!

Foto reprodução: Google
Eu sempre amei escrever. Foi a forma que encontrei de colocar meus medos, angústias, sonhos, desejos, pertubações para fora da minha mente. 
Várias pessoas próximas pessoas começaram a me perguntar quando me tornei a pessoa que escreve esses textos hoje. Sempre escrevi sobre o amor verdadeiro, sobre a importância de encontrar alguém pra vida toda e sobre coisas assim. 
Hoje, escrevo sobre a importância de se valorizar e se não se inferiorizar por ninguém. Hoje, escrevo sobre a importância de se sentir bem, de não se submeter às imposições de nenhum homem e nem de nenhuma pessoa. Hoje, escrevo sobre correr atrás dos meus sonhos e nunca desistir deles.
Então, vieram me perguntar se passei a escrever sobre isso por sua causa. Sim e não!
Foi você, que quando não me deu valor, me fez perceber que eu merecia alguém melhor, então sim. Escrevo sobre se valorizar por sua causa. Mas também foi você que, quando me disse que eu tinha todo potencial pra conseguir uma bolsa de estudos na Europa, me fez escrever sobre lutar pelos meus sonhos. 
Mas vamos deixar uma coisa muito clara: Eu mudei! E não foi por você, foi por mim!
Aprendi que nunca somos a mesma pessoa depois que outra cruza nosso caminho. Tive muitos baques por sua causa. Me feri por sua causa. Digamos que parei minha vida, por sua causa.
Tive um choro contido na garganta durante meses, por sua causa. E por mais que seja clichê (e sim, sei que é), achei que você mudaria e se tornaria uma pessoa diferente. A pessoa que eu imaginava que você fosse.
Doce ilusão. Senti tanta raiva de você depois daquele conturbado fim que, nem explodindo sua testa com um tiro, acho que minha raiva passaria. 
Mas não é que passou! 
E só depois que isso passa (pode demorar um pouco, mas passa) e que eu comecei a perceber que sim, eu tinha mudado. Não vou entrar em mais um clichê e dizer que cresci depois que você foi embora.
Mas a sua partida me fez amadurecer. Me fez aprender a lidar com a perda. a curar feridas, a conviver com as cicatrizes. 
Eu mudei. Passei a enxergar o mundo de uma nova forma. Não acreditar tão depressa nas pessoas, a perceber quando a pessoa é apenas um lobo em pele de cordeiro, a lidar com o super ego de algumas pessoas (como o seu, por exemplo). Aprendi até a ter paciência (isso foi quase um milagre).
Mas também aprendi a enxergar beleza, onde, às vezes, só via horror. Passei a ver algumas pessoas de forma diferente, de uma forma mais agradável. Passei a ser mais paciente e não achar que o mundo é totalmente cruel, só porque uma pessoa foi super cruel comigo.
Deixei de julgar os outros por sua palavras. Passei a prestar mais atenção nas atitudes e aí sim, por causa delas, percebi o quanto o ser humano pode ser bom ou ruim. 
Não vou lhe dizer obrigado por ter aberto meus olhos para algumas coisas. Vou apenas lhe dizer que você me ajudou a enxergar de uma maneira diferente. 
Sim, eu mudei. E foi por mim, não por você! 


Jussara Souza, 23 anos, 

graduanda em jornalismo pela 
Universidade Federal de Juiz de Fora, 

Vice presidente, Diretora de Protocolo e 

Diretora de Imagem pública na empresa 
e escritora da página Entre amores e delírios.

sábado, 3 de dezembro de 2016

O Homem - Geleia

Imagem reprodução: Youtube

Observação geral: há quem se creia sensível porque é capaz de chorar por coisas corriqueiras, porque se emociona com um vídeo de gatinhos, porque lacrimeja segurando a mão da namorada durante um filme romântico, coisas do tipo. Entre parte dos homens, essa capacidade molenga é ostentada como trunfo, superação, porque, historicamente, a imagem do homem é ligada à dureza. O sujeito tem a certeza de que é uma alma boa e sensível porque permite que seus sentimentos aflorem. Contudo, estupidificado por uma vida dada a mediocridades, é incapaz de contemplar a beleza onde ela realmente existe e persiste -- numa peça musical, numa obra de arte, num clássico literário, numa verdade. Arrepia-se e estremece com frases frívolas rimadas em um roquezinho, mas não possui a mais distante pista do que seja o belo de fato. No máximo, diz que "admira arte" ou "boa música" porque pega bem enquanto se sorve um "bom vinho", garante-lhe ar elevado, é chique. Mas não lhe exija distinções: sua admiração é para absolutamente tudo com o que as pessoas "normais" não estão acostumadas -- "Elas assistem novela; eu, séries e Almodóvar. Elas ouvem sertanejo e funk; eu, MPB, Chico, Caetano. Elas nem sabem o que é arte, não sabem apreciar um Sebastião Salgado, um Romero, uma Tarsila."

Esse homem -- chamemo-lo homem-geleia -- se acha muito superior ao restante por causa de seus gostos e dessa suposta sensibilidade, mas isso tudo, somado à relutância em não passar da epiderme de absolutamente nada, apenas revela que se trata de um fruto de casca mole e interior duro -- desprezível e descartável, portanto; como seus hábitos. É como uma semente de ingá: molenga e gosmenta por fora, dura e imprestável por dentro. E isso explica muito dos conflitos e dos dramas contemporâneos, do porquê mulheres (já tonteadas por progressismos baratos) não conseguem achar um "homem que preste". Esse homem, o "que preste", ao longo da História, sempre foi duro por fora, em suas reações aos perigos e às necessidades, em sua postura honrada, briosa e máscula; contudo, por dentro, saina expressá-lo ou não, é verdadeiramente sensível, flexível, de sentimentos realmente bons e elevados.

O homem-geleia se orgulha porque chora por fora, diferentemente dos brutos; mas, por dentro, o bruto -- e seco -- é ele. Já o homem aparentemente bruto ou insensível sabe que deve manter-se impávido colosso porque deve agir e reagir assertivamente, para fazer o que é preciso. Ante o perigo e a necessidade, o homem aparenta dureza porque sabe que deve fazer algo; e o sabe justamente porque é no seu interior que estão os verdadeiros sentimentos, que o motivam e o movem. Já o geleia, ante o perigo ou a necessidade, reage com toda sua sensibilidade superficial: chora e se desespera. Ademais, fica imóvel; se se mexe, é para correr, para fugir do compromisso, da responsabilidade. E, assim, os relacionamentos, as vocações, os projetos de vida, a caminhada na direção da Verdade, enfim, tudo que realmente importa e que deixa rastro não resiste, desmorona, dura pouco, porque pouca é a tenacidade e a consistência das almas geleiosas.
Foto reprodução:
Facebook


Colombo Mendes, 31 anos, 
é editor e escritor