Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de março de 2017

Uma Bela nostalgia da Disney que é muito Fera

Foto-cena reprodução: Google

Sobre a Bela e a Fera (1991) começo dizendo que SIM, este sempre foi o meu filme da Disney favorito; SIM, esta sempre foi a mais bela história da Disney; e SIM, ela nunca será superada por nenhuma outra!

Vale lembrar que a Bela e a Fera foi a primeira animação na história do Oscar a ser indicada para a categoria de Melhor Filme.

Bom, passados 26 anos a Disney me fez ir as lágrimas no cinema com o seu mais bem feito Live-Action, e dificilmente algum outro irá superar esta obra prima (mesmo que eu ainda esteja esperando ansiosamente por Aladim e O Rei Leão).

Sobre o filme? Impecável! Um vislumbre aos olhos e uma emoção ao mesmo tempo saudosista e surpreendente ao coração.

A fotografia te leva para dentro da história, de cada cena e de cada momento - lindíssima!

A trilha sonora e as canções? Extremamente fiéis! Sim, eu cantei praticamente todas as músicas e só lamentei a ausência de Ser Humano Outra Vez.

A direção de arte, o figurino, o cabelo e a maquiagem merecem o Oscar 2018 - e não há discussão!

Os efeitos especiais? Tornam a história real e dão vida a uma Fera muito, mas muito bem feita e também aos demais personagens tão especiais desta obra prima, com destaque para meu personagem favorito: o Lumière! E que felicidade ver o que fizeram com Be Our Guest.

Ewan McGregor faz o meu amado Lumière com o mesmo carisma e encanto da película de 1991. Ele é lindo, lindo e lindo! Obrigado aos produtores e ao Ewan McGregor por dar vida a este candelabro tão encantador, sonhador, persistente e determinado! Sempre pensei que se eu fosse uma personagem deste filme, eu seria ele.

E por fim ela, minha tão especial Emma Watson. Bom, ela sempre vai ser a Hermione e não a Bela, mas ela dá conta do recado! Não é a sua melhor atuação (prefiro vê-la em Hogwarts), mas ela me fez reviver a Bela que assisti tantas e tantas vezes na minha infância.

Mas como assim então Peterson? Ela está mal no filme? Não! Pelo contrário, ela se saiu muito bem. O que acontece que é a Emma Watson é uma mulher poderosa que torna a delicada e sonhadora (ainda que dedicada e decidida) Bela de 1991 em uma Bela de 2017 do seu tempo: forte, destemida, corajosa e de personalidade forte! Há quem goste, há quem não. Da minha parte? APROVADA! Eu amei, e amei ainda mais porque foi ela, porque sim eu sou fã dela e fim de papo!

A Bela e a Fera de 2017 me fez sair do cinema extasiado, de olhos mais do que marejados (Risos), feliz, embasbacado, emocionado, saudosista e muito, mas muito satisfeito.

Não foi ver ainda? O que está esperando então? E quando for me chama, pois vou novamente!



 Trailer legendado do filme A Bela e a Fera

Peterson de Santis Silva, 29 anos
reside em Agudos e 
é administrador 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Setembro sangrento no Netflix

Texto: Paulo Telles Ferreira

Há muitas novidades de terror no catalogo do Netflix, então eu, sempre prestando algum tipo de serviço de utilidade pública, resolvi examinar sob o meu poderoso crivo algumas das novidades. Acho que nem todas são, na verdade, mas ficam ainda assim as bem-intencionadas dicas.

O Enigma do outro mundo 

Capa reprodução: Google

Classiquíssimo oitentista do John Carpenter. Vi esse filme no Supercine na Globo quando era criança. Não envelheceu nada de lá para cá e me diverti muito matando a saudade desse clássico inquestionável. Obrigado por isso, Netflix!


Despertar dos mortos

Capa reprodução: Google

Só de ser produzido pela Hammer e pela Vertigo, já vale uma conferida. Ambientado na Irlanda, lembra o Cemitério Maldito, mas consegue ser bem original e bastante surpreendente. As pessoas não aprendem a não usa magia negra para ressuscitar entes queridos, não é mesmo?


Wither

Capa reprodução: Google

Ainda não entendi se é uma chupação descarada ou uma baita homenagem ao clássico A morte do demônio. Seja como for, ficou ótimo. O roteiro é uma besteira deslavada, o que estranhamente só torna o filme ainda mais charmoso. Ah, sim, e tem muito, muito, muito sangue. Despretensioso, divertido e sangrento: Super recomendo.


México Bárbaro

Capa reprodução: Google

Filmes de várias histórias de terror já geraram pérolas memoráveis e porcarias esquecíveis. Felizmente, este está na primeira categoria. Como o nome sugere, são todas de origem mexicana, dirigidas por diretores mexicanos e filmadas no país. A maior parte das histórias situa-se entre o bom e o muito bom. Duas conseguem ser realmente perturbadoras. A ponto de eu só recomendar para iniciados. Se você não é fã de filmes extremos, melhor postar uma foto de gatinho na internet e deixar para ver outra coisa.


13 assassinos

Capa reprodução: Google

Não é de terror, nem é estreia, mas como é Takashi Miike, resolvi dar uma bisbilhotada. Para quem não sabe, Miike é um diretor japonês conhecido por fazer filmes ultra violentos. Uma vez, em uma mostra no CCBB, abandonei um filme dele pela metade (Audition), pois não aguentei as longas cenas de tortura (não gosto de cena de estupro nem de tortura). Como esta é uma história de samurai, trata-se de um filme bem mais comportado do que Audition, e que dá portanto para assistir. Mas é claro que o diretor imprime sua marca...



O voo da morte e A noite do mortos vivos: Reanimação


Dois filmes de zumbis, de produção pobre, tosca e abusando da CGI, mas com muito sangue, ótimas mortes e vários mortos vivos bem nojentos. What’s not to like?



Ghoul

Capa reprodução: Google

Mais uma chupação descarada de a Bruxa de Blair. Se você é fã do subgênero “o cinegrafista que filmou a própria morte”, este é o seu filme. Se você não curte tanto, como eu, pode passar batido. Não perde nada.


Ring: Espiral

Capa reprodução: Google

Faça um favor a você mesmo e fique bem longe desse filme. Não se engane com o “Ring” do título. É uma continuação de O Chamado sim, mas eles pegaram um dos filmes mais assustadores de todos os tempos e transformaram em uma porcaria digna de Fast Forward. Eu perdi o meu tempo para você não desperdiçar o seu.


Foto reprodução: Facebook

Paulo Telles Ferreira42 anos, 
Tradutor, escritor e colunista do 
Blog Transversos

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Realidade X Irrealidade ou Brincadeiras da Mente

Escrito por: Victor Hugo Cavalcante

Banner reprodução: Filmes Perturbadores

Existem curtas de terror, suspense, animação, mas definitivamente os mais memoráveis são aqueles que nos fazem pensar dias ou semanas. São curtas perturbadores que brincam com a nossa mente a ponto de nos torturamos psicologicamente a procura da resposta final: Afinal o que é real? O que é ficção? Quem é o verdadeiro Eu? Assista agora três curtas que nos fazem tirar o cabelo de tanto pensar sobre a inexistência do real X a existência do irreal.


1 - "Só" - Alexandre Estevanato


Um roteirista de cinema em meio a uma crise existencial tenta a todo custo desenvolver uma ideia para um novo roteiro.Atordoado por não conseguir pensar em nada, ele imagina ser vítima de uma grande perseguição, uma conspiração de suas próprias idéias. Curta produzido em 2009, direção de fotografia de Fabio Roger, direção Geral de Alexandre Estevanato.



"Considerando que o limite entre a realidade e a fantasia é marcada por uma linha muito, muito tênue eu continuo me perguntando: O Homem realmente têm poder sobre sua criação, sobre suas ideias ou são as ideias que por si só conduzem o Homem e o tornam refém dentro e fora do universo paralelo das ideias?" E aí qual a resposta certa para esta pergunta?

2 - A Última Luz Pálida do Oeste - Cláudio Diego


Joana passou toda a sua vida questionando as ações da humanidade. Vinda de um passado conturbado, a moça sempre afirmou que todos nós nos achamos o centro do universo, em qualquer situação, e que na verdade somos uma pequena agulha inútil em um agulheiro. Quando Joana se encontra no meio de um apocalipse zumbi, ela tem a prova real de todos os seus conceitos, porém, ao tomar uma atitude drástica, ela percebe que nunca foi tão diferente dos outros.

E aí? De inicio parece ser somente mais um curta sobre a visão do Homem através de um apocalipse zumbi, mas... Seria este caos apocalíptico a realidade vivida pela jovem Joana? Ou seria apenas uma ilusória realidade? Seria Joana, uma sobrevivente, ou apenas uma refém de suas ideias? Tantas perguntas sem respostas, ou tantas perguntas erradas? Você decide!!!

3 - Tuck me in - Ignacio F. Rodó


Um pai coloca seu pequeno filho (Alex) para dormir, quando o filho fala para o pai olhar embaixo de sua cama...Bem, assista!!!

Com uma temática um pouco diferente dos dois curtas mostrados anteriormente, o curta dirigido pelo espanhol Ignacio F. Rodó nos faz pensar não na imaginação em si, e sim no que é real, ou melhor dizendo, nos faz pensar em quem é real (O filho embaixo da cama, ou o filho em cima da cama?) e quem é o monstro?



Victor Hugo Cavalcante é jornalista, 
metido a escritor, tem 22 anos, 
e é o responsável principal 
pelo blog Jornal Folkcomunicação

sexta-feira, 10 de julho de 2015

A cegueira de Saramago

Texto de: Erick Morais
Foto Reprodução: Google/Genialmente Louco

E se nós todos fôssemos cegos? Esse foi o questionamento que levou José Saramago a escrever o seu livro de maior sucesso - "Ensaio sobre a cegueira" - em que trabalha sob uma perspectiva filosófica e sociológica problemas da vida moderna a partir da metáfora da cegueira.
Para o escritor português, a resposta a pergunta veio rapidamente, pois, em verdade, já estamos cegos; cegos da razão, já que, embora dotados de inteligência, não a usamos para instruir nossas vidas. 

A cegueira é apresentada na obra como uma doença não-diagnosticável chamada de "cegueira branca", a qual se alastra com imensa velocidade. Assim, pouco a pouco todos vão ficando cegos, com uma única exceção: uma mulher (mulher do médico). Antes da generalização da cegueira, os primeiros a cegarem são isolados numa espécie de quarentena, demonstrando, desde já, a cegueira que todos já se encontravam, pois o isolamento era a atitude mais fácil a ser tomada, como se aquelas pessoas fossem frutos podres que deveriam ser exterminados para o bem da árvore.
Na quarentena, eles são tratados como animais e rapidamente, assim se tornam. Parece-me que em situações extremas, escassas, os homens são tomados por atitudes primitivas e animalescas. A escassez leva a disputa por espaço, comida, privilégios e poder. O instinto de sobrevivência parece sobrepor-se a razão, pois
“[...] quando a aflição aperta, quando o corpo se nos demanda de dor e angústia, então é que se vê o animalzinho que somos”
Embora, naquela condição horrível que se encontravam, não residia sentimentos de redenção, como o coletivismo e amizade (raras exceções), mas antes o egoísmo; primeiro daqueles (Estado) que isolaram os cegos e os tratavam como animais; e depois, dos próprios cegos que, ainda que na mesma situação, não possuíam a menor empatia. O egoísmo faz com que a situação torne-se ainda pior e evidencia o quão forte é essa característica, a qual nos parece intrínseca e permanente como uma pele, como se
"[...] ainda está por nascer o primeiro ser humano desprovido daquela segunda pele a que chamamos egoísmo, bem mais dura que a outra, que por qualquer coisa sangra."
Conforme o passar do tempo, a cegueira se alastra e o caos aumenta. A animalidade torna-se mais aflorada, e como se estivessem no estado de natureza de Hobbes, movidos pelo conatus, pelas suas paixões egoístas, cada um busca a sua sobrevivência sem preocupar-se com o outro.
Nessa cegueira generalizada, apenas uma mulher mantém a visão, e por ver, sofre duplamente. Como única que continuou a enxergar vivenciou a cegueira que as pessoas se encontravam, mas não somente a física, como também aquela manifestada por Saramago. Ela vivencia a falta de visão que as pessoas têm em relação à realidade, a falta de sensibilidade, de enxergar o problema do outro como um que poderia ser seu, essa incapacidade constante que o homem tem de colocar-se no lugar do outro, ou como prefere Erich Fromm - a incapacidade de amar.
"É desta massa que nós somos feitos, metade de indiferença e metade de ruindade."
"A mulher do médico" vivencia a miséria humana, o que somos capazes de fazer para manter a nossa potência, o quanto egoístas somos e quão difícil é demonstrar o mínimo de compaixão, isto é, sentir a dor com o outro. Essa realidade demonstrada não difere muito da que os personagens viviam antes de cegar, assim como não difere da nossa realidade, uma vez que já vivemos em um mundo de conflitos, egoísmo, medo e isolamento. Não é preciso cegar para entender que lutamos por espaço e poder; que lutamos pela sobrevivência na selva de pedra; que nos tornamos descartáveis.
As únicas coias que importam são as que abastecem o nosso ego. Dificilmente nos preocupamos com o bem coletivo ou se alguém será prejudica por nossas atitudes. De fato, Saramago está certo, todos já estamos cegos. Não foi a cegueira que transformou os homens em animais, eles já eram animais, já viviam em conflito, apenas não viam.
Mas, se estes não viam, havia uma que podendo olhar, via e vendo, reparava, e por isso, também sofria, pois entendia que possuía a responsabilidade de ter olhos, quando os outros os perderam; de contribuir para, no mínimo, acalentar os que não vêem, tentar mostrar-lhes o caminho e lhes abrir os olhos. A mulher do médico representa a esperança, diante de um mundo cada vez mais burocrático e chato; egoísta e mesquinho.
Isolados nas nossas bolhas não conseguimos olhar para o lado, e contraditoriamente, em plena era da informação, cada vez menos nos comunicamos, e quando digo comunicar, não me refiro a dizer palavras lançadas ao vento, mas partilhar algo, tornar comum, afetar o outro e ser afetado.
A reflexão que Saramago nos propõe é desafiadora, pois nos faz questionar o que somos, qual a essência da nossa natureza e qual a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam. A metáfora da cegueira branca encaixa-se perfeitamente com a vida moderna (ou pós-moderna), em que não conseguimos enxergar a sociedade doente que nos circunda; a sua fragilidade; a nossa fragilidade; e que, embora, tenhamos hoje condições de melhorar a vida, esta parece perder o valor.
Para aqueles que ainda não sucumbiram e conseguem pensar fora da caixinha, a de se considerar que precisamos refletir sobre o modus vivendus contemporâneo, sobre o que nos tornamos, sobre o que somos, e entender a responsabilidade de ter olhos, quando os outros os perderam. Pois, 
“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”

Erick Morais é graduando em direito,
gosta de ler e jogar futebol. 
Escreve por prazer 
e
 acha que entende 
a mente humana.

sábado, 4 de julho de 2015

Discografia Indispensável: Raul Seixas

Imagem reprodução: DIPO

Um texto de: Malcon Fernandes

Baiano de Salvador, o garoto Raul dos Santos Seixas nasceu no dia 28 de junho de 1945. Na época, a 2ª Guerra Mundial entrava no fim com a explosão da bomba atômica nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagazaki já depois do nascimento e o suicídio de Adolf Hitler, o reinado soberano dos cantores Bing Crosby e Frank Sinatra, o sucesso mundial de Carmem Miranda, a “falsa baiana” que veio de Portugal e nem por isso deixou de ser a mais popular artista brasileira no mundo.

Raul cresceu ouvindo música, ele declarou que ouvia muito no rádio tango, chachachá, Luiz Gonzaga, Yma Sumac, Trio Los Panchos e quando mais jovem, descobriu o rock pelos vizinhos do Consulado Americano e dali, ele buscou inspiração em discos de Elvis Presley, Chuck Berry, Little Richard, Bill Haley e assim veio o seu flerte com o estilo que mudaria a sua vida.

Faltava aula para ouvir as novidades na loja Cantinho da Música, isso o levou a repetir muitas vezes de ano e formou um conjunto chamado Relâmpagos do Rock com mais alguns amigos, depois se chamaria The Panthers, que agitavam as festas por toda a Bahia. Era muito esquisito, muitas mães não deixavam que suas filhas se aproximassem demais dele pelo jeito bem mauzão, sempre fumando e com topete.

Em 1964, deixa de vez os estudos e se dedica mais aos Panthers, que virou Os Panteras e com o movimento Jovem Guarda abrindo portas para o público em 1965, o grupo acaba sendo suporte na Bahia para Roberto Carlos, Wanderléa, Jerry Adriani e este último citado, que os convidou para uma temporada no Rio de Janeiro em 1967. Na época, Raul havia largado um pouco de viver da música para se casar com Edith, filha de pastor protestante americano e cursar Filosofia, provando ao sogro que era um gênio mesmo. Nesse mesmo período, a Odeon assina um contrato com o grupo Raulzito e Seus Panteras e lançam no ano seguinte, o disco que leva o nome do grupo e contou com uma versão em português para “Lucy in the Sky With Diamonds” dos Beatles, chamada “Você Ainda Pode Sonhar”.

Mal divulgado e mal-sucedido em vendas, o grupo decide se separar e assim encerra a banda e o contrato com a Odeon. Raul volta para a Bahia e lá segue estudando Filosofia, morando com a esposa até que Evandro Ribeiro, o chefão da gravadora CBS, convidou para ele ser produtor musical de artistas como Jerry Adriani, Tony e Frankye, Wanderléa, Renato & Seus Blue Caps dentre outros.

No ano de 1971, aproveitando as férias da equipe da gravadora, o baiano convoca Sérgio Sampaio, amigo e compositor descoberto no Rio, a sambista Miriam Batucada e um baiano que trouxera o estilo glam para o Brasil, Edy Star: assim, formou-se a Sociedade da Grã-Ordem Kavernista, que lançaram o álbum “Sessão das 10” e nesse mesmo tempo, Raul e Edith tiveram a primogênita Simone Andrea Vannoy, com quem teve pouco contato com o pai enquanto vivo.
Raul em 1973, boina vermelha, camisa bege e com uma guitarra servindo
como arma: um visual que lembre Che Guevara, que incomodou
a ditadura militar com suas letras.
O resultado do disco após ser lançado não foi aprovado por Ribeiro e toda a cúpula da gravadora, originando a demissão de Raul da CBS

“O Evandro dizia que eu não era cantor, mas compositor e produtor e aquilo não era pra mim”, disse o cantor, que tomava remédio para não se estressar demais com os artistas e as bandas e já em 1972, o baiano veio a participar do VI FIC com “Let Me Sing, Let Me Sing” e apresentou-se a Roberto Menescal, o produtor da gravadora Phonogram (dos selos Philips, Polydor, Fontana, Sinter, Polyfar) que apresentou ao presidente André Midani e ao produtor musical Marco Mazola, assinando de vez com a casa e lançando o compacto com “Let Me Sing, Let Me Sing” à época do festival e nesse tempo, trabalhava com um disco formado apenas por covers de clássicos do rock e com um disco próprio, lançados em 1973: o primeiro era “Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock”, assinado como uma banda fictícia chamada Rock Generation e lançado pela gravadora Polyfar, evitando assim muitos problemas com a divulgação de seu álbum “Krig-ha, Bandolo!”, na qual contou com grandes sucessos como “Metamorfose Ambulante”, “Ouro de Tolo”, “Al Capone” e “Mosca Na Sopa” dentre outros.

O disco foi um tremendo sucesso e isso também marcou a sua parceria com o futuro mago Paulo Coelho, que era editor de uma revista na época e que veio a apresentá-lo à magia negra e às drogas, uma viagem sem fim que originou a Sociedade Alternativa, baseada nos princípios da Lei de Thelema, do bruxo Aleister Crowley e que durante 1974, após divulgar a Sociedade em seus shows, foi obrigado a passar um bom tempo fora do Brasil após ter sido preso pelos militares.

Ficou nos Estados Unidos ao lado de Edith e Paulo Coelho foi junto com sua namorada, ali Raul se encontrou com John Lennon, Jerry Lee Lewis, Bob Dylan e deixou um material já pronto, o LP “Gita”, do qual veio sucessos como a faixa-título, “Medo da Chuva”, “O Trem das 7”, “Sociedade Alternativa”, “Água Viva”, “Super Heróis” e “As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor”: quando o álbum vendeu mais de 600 mil cópias, o consulado brasileiro avisou que “Gita” era disco de ouro e que ele poderia voltar para o seu país.

Assim, já separado de Edith e com outra mulher chamada Gloria Vaquer – irmã do guitarrista e amigo Jay Vaquer - , e seguiu fazendo shows e sempre contando com a polícia devido aos manifestos da Sociedade Alternativa. No dia 1º de fevereiro de 1975, encerrou as 4 noites do festival Hollywood Rock no campo do Botafogo, ao lado de Erasmo Carlos e Cely Campello e seguiu no estúdio trabalhando para um grande sucessor de “Gita”, intitulado “Novo Aeon”, mas este saiu mal divulgado e as faixas que se destacam muito são “Tente Outra Vez”, “A Maçã”, “É Fim de Mês”, “Rock do Diabo”, além da brega “Tu és o MDC da Minha Vida”, a rockabilly saudossista “A Verdade Sobre a Nostalgia” e a faixa-título, hoje o disco é muito mais cultuado do que na época de seu lançamento.

Ano seguinte, nascia sua segunda filha Scarlet e também convidou Jay para trabalhar novamente, assinando a produção ao lado de Mazola de “Há 10 Mil Anos Atrás”, cuja a faixa “Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás” mostrava a história de um sujeito que testemunhou de tudo nesse mundo e baseado numa canção clássica do folclore americano, além de “Meu Amigo Pedro” que era uma homenagem ao seu irmão Plínio, “Canto Para Minha Morte” um tango inspirado em “Balada Para Un Loco” de Astor Piazzolla, e uma música de Raul na qual ele disparava contra Belchior, Hermes de Aquino, Silvio Brito em “Eu Também Vou Reclamar” e encerra-se a parceria com Paulo Coelho, partindo assim para trabalhar ao lado de Cláudio Roberto, seu parceiro mais fiel.

Seguido do lançamento do disco, ele lança pela Fontana “Raul Rock Seixas”, um punhado de covers estilo “Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock” com direito a um medley de “Blue Moon of Kentucky” e “Asa Branca” de Luiz Gonzaga e depois deixa a Phonogram para assinar com a WEA de André Midani, aonde lançou “O Dia Em Que a Terra Parou”, aonde apresentou seu maior clássico, “Maluco Beleza”, mas nem a faixa-título e muito menos o encontro entre ele e Gil em “Que Luz É Essa?” não rendeu muito e o seu casamento com Gloria já havia acabado de vez em meio a essa situação de vendas fracas, o que aconteceu também com “Mata Virgem” lançado no ano seguinte e sem todo o esforço para que “Judas”,“As Profecias”,“Planos de Papel” e até “Pagando Brabo” com Pepeu Gomes na guitarra, estourassem muito. 

Na época, Raul estava com Tânia Menna Barreto e os problemas com álcool e drogas já estavam começando a mostrar sintomas, dando assim a uma internação por causa de uma pancreatite, durante o lançamento de seu álbum “Por Quem Os Sinos Dobram”, com nenhum sucesso de verdade e uma efêmera parceria com o argentino Oscar Rasmussen, que não durou muito como também não durou muito a relação com Tânia e depois veio a conhecer Kika, sua mulher por cinco anos e que trabalhava na WEA antes dele assinar de novo com a CBS e lançar “Abre-te Sésamo”, aonde ele tratou sobre a relação de duas mulheres em “Rock Das ‘Aranha’” cuja faixa foi proibida a execução e a radiodifusão pela censura, além da crítica “Aluga-se” feita como uma das suas maiores canções de protesto e que tocou muito nas rádios apesar disso tudo.

No Canecão, 12 de agosto de 1989 com Paulo Coelho após 11 anos da parceria
rompida: apesar de terem deixado de trabalharem em 1976,
só dois anos depois é que foi definitivo aonde o segundo (Coelho)
assinou cinco das dez letras do álbum "Mata Virgem".
Nessa foto, eles se reconciliaram e se viram pela última vez.

Em 1981, a gravadora sugeriu que ele fizesse um disco sobre Lady Di e ele recusou, fazendo com que ele pulasse fora de novo da gravadora e ficasse independente, só vivendo dos shows por alguns anos até que a Eldorado convidou-o para gravar um disco em 1983, na qual contava com a faixa “Carimbador Maluco”, feita para um especial da TV Globo chamado “Plunct Plact Zuum” e ainda contou com a participação de Wanderléa em “Quero Mais”: o disco vendeu muito, e ele seguiu fazendo estrada, embora estivessem surgindo novas bandas influenciadas pelo Maluco Beleza que faziam um som diferenciado do próprio.

Em 1984, encerra seu contrato com a Eldorado, lançando um “Ao Vivo: Único e Exclusivo” gravado ao na sede do Palmeiras no ano anterior. Assina com a Som Livre e por lá lança “Metrô Linha 743”, aonde regravou “Eu Sou Egoísta” e “O Trem das 7” e ainda contou com “Mamãe Eu Não Queria”, que falava sobre o serviço militar obrigatório e que sofreu veto pela Censura, que o seguia incomodando, assim como o público em seus shows, a partir desse período que ele começou a mais faltar shows, seguia com a sua tradicional rotina de beber o tempo todo, o casamento com Kika (na qual trouxe a ele sua última filha, Vivi, hoje DJ e uma das representantes dos direitos autorais do pai) já acabado de vez e não restava nada pra ele conseguir se virar artisticamente. 

Em 1986, assinava com a Copacabana Discos (na época, atendia artistas sertanejos e alguns nomes regionais e do brega) e devido à uma internação, ele acabou esperando um pouco para lançar seu álbum “Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum”, que contava com “Canceriano Sem Lar (Clínica Tobias Blues)”, uma versão em português para o tango “Cambalache” de Enrique Santos Discépolo, uma versão em inglês para “Gita” chamada “I Am”, “Cantar” e o maior sucesso deste álbum “Cowboy Fora da Lei”, que teve boa repercussão até, com muita execução nas rádios e um clipe no programa Fantástico. 

Mas o seu álbum seguinte não teve muitos dos frutos colhidos, “A Pedra do Gênesis” já mostrava os sinais de desgaste, tanto criativos quanto inspirativos de um cara que já falou sobre discos voadores, voltou com a Sociedade Alternativa na música “A Lei”, ainda trouxe “Fazendo o Que o Diabo Gosta” feito com Lena Coutinho, esposa até a época deste álbum, além da adaptação para “No No Song”, hit do ex-Beatle Ringo Starr e que virou “Não Quero Andar Mais na Contramão” e o disco não teve muita divulgação, após o lançamento, Raul havia se separado de Lena (estavam juntos desde 1986) e também acabava seu contrato com a Copacabana. 

Passando uns dias de descanso na casa de seus pais, na Bahia, ele já estava acabado, sem ter que se esforçar demais pra cantar, acaba sendo convidado para um show de Marcelo Nova, ex-Camisa De Vênus e agora em carreira solo, no Teatrro Castro Alves. O show trouxe a ele, uma possibilidade de voltar aos palcos, e Raul acabou aceitando o convite para participar ao lado de Marcelo Nova: o que era para ter sido apenas poucos shows, na faixa de cinco e seis, acabaram virando cinquenta shows, e através de um convite de André Midani, os dois baianos se juntam para gravar um disco, e esse disco seria “A Panela do Diabo”, na qual contou com “Século XXI”, “Pastor João & A Igreja Invisível” e “Carpinteiro do Universo”, porém, no dia 20 de agosto de 1989, dias depois do lançamento do disco em rede nacional, o Maluco Beleza voltaria para o seu apartamento em São Paulo e não acordaria mais na manhã seguinte.

No dia 21 de agosto, a empregada Dalva foi tentar acordar o baiano e não conseguiu, morreu vítima de uma parada cardíaca causada pela pancreatite, deixou seu nome marcado para sempre na história do rock brasileiro e da MPB em geral, um dos que jamais serão esquecidos na história da música brasileira.

domingo, 28 de junho de 2015

Julio L: Um tapa na cara do empreendedorismo

Foto reprodução: Facebook

Se você diz que fracassar é oposto de ter sucesso, lamento de esbofetear para a realidade, mas você está redondamente enganado.

Explico, na palestra 'Empreendedorismo 3.0 - Como deveria ser?', Júlio Lussari (Quem?) nos explica por meio de um tremendo e impactante "choque" sobre como impactar pessoas e acelerar negócios. E o melhor de tudo, de uma forma simples, sem muito lenga-lenga. Através de um Mindset incrível e espetacular, com imagens impactantes, ele simplesmente afirmou para que veio, e que veio para ficar.
Poderia ser exagero meu, mas, quem sabe algum dia não muito distante, Lussari, chegue ao pés do também empresário Conrado Adolpho?? Ambos são simplesmente incríveis e inspiradores.

Observe, alguns pensamentos inovadores do empresário e Julio L:



  • Empreenda com seus próprios esforços: Julio L vê o empreendedor atual como um jovem que recebe mesadas de seus pais, explico: Atualmente, o empreendedor procura financiadores, antes mesmo de tentar empreender com seus próprios custos.
  • Fracasso não é o oposto de Sucesso, e sim faz parte do sucesso: Julio ao afirmar essa frase quebra aquela afirmativa que diz que quando alguém fracassa, ele é um"zé - ninguém", explico: Na verdade só fracassamos porque tentamos, ou melhor dizendo, só temos sucesso, porque aprendemos com experiencias que já falharam.
  • Se a responsabilidade é minha, você tem o que merece: Julio diz que não devemos culpar ninguém, a não ser nós mesmos pelo nossos erros e falhas, afinal se a responsabilidade de não errar/falhar é minha, eu tenho o que mereço, explico: Se trabalharmos duro teremos o que merecemos, o sucesso.
  • Buscar a ordem e depois o progresso, não o contrário: O palestrante nos diz que conforme escrito na bandeira do Brasil, a Ordem deve vir antes do progresso. Explico: De que adiantaria ter progresso no meu estabelecimento empreendedorista, e não conter ordens de gastos, responsabilidade e etc?
  • O trabalho duro bate o talento: São tantas pessoas, segundo o MBA em Marketing, que têm talento, porém não se esforçam para ter sucesso, por isso no quesito de empreendedorismo o trabalho duto bate o talento.
  • E no fim: Você não é exceção: Depois dessas dicas, algumas pessoas acreditam que com elas será tudo diferente, porém não é verdade.
Eis algumas dicas para o empreendedorismo e para a própria vida. Você não vai querer perder as dicas desse super palestrante não é?

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Um disco indispensável: Global - Todd Rundgren (Esoteric Antenna/Cherry Red Records, 2015)

Imagem reprodução: Discos Indispensáveis Para Ouvir - Blog
Ok, você pode achar bobagem quando estivermos falando sobre Todd Rundgren ter feito um dos melhores lançamentos de 2015 e pensar que isso é cantor pra tiozão ouvir, que já fez muito sucesso na década de 70 com canções que dominaram o topo das paradas, discos que vendiam feito água e que hoje é comum ouvi-lo em programações matinais de rádios focadas nos sons antigos. 

Aonde podemos ouvir preciosidades clássicas como Hello, It’s Me e I Saw The Light, ambas de seu terceiro LP chamado Something/Anything?(1972) e que seguiu emplacando outros grandes sucessos, como International Feel (1973), The Last Ride (1974), Can We Still Be Friends?(1977) e Influenza (1982) e ser hoje mais um nome que fez história, porém ele também encabeçou um megagrupo nos anos 70 e 80 chamado Utopia e que com este grupo, também obteve grande popularidade graças ao seu líder e a um hit que os deram popularidade em 1980, chamado Set Me Free

Tempo vai, tempo vem e o velho Todd segue firmeforte mais produtivo do que nunca no mundo da música e que merece ser compreendido e valorizado pela nova geração, que também deve ter sofrido influência dele pelos seus trabalhos, inclusive quem lida com música pop

No caso de Todd, que já fez coisas além de baladas pop melódicas e de rocks cheio de pegadas, ele ainda segue a fazer o que quiser com toda a sua genialidade e prova disso é o seu mais recente álbum Global, lançado no dia 7 de abril e com algumas canções temáticas em relação ao planeta Terra, e com duas faixas de trabalho agregando valor ao talento desse grande músico americano de 66 anos. O álbum mexe muito com o retrô, com o vintage – mais principalmente com o pop dos anos 80 – o mesmo tipo do que ele fez em seu disco The Ever Popular Tortured Artist Effect (1982), mas unindo o pop da época com o pop recente que ficou uma excelente mistura, passados dois anos desde o lançamento de State (2013).
Rundrgen em ação: disco novo com temas diversos, que vão de convite
para o mundo todo dançar até sobre respeito às mulheres, lançado em abril.

O álbum começa com Evrybody, uma canção pra levantar o astral e que tem uma pegada que cruze com o pop dos 80 e o pop mais recente feito por produtores nomeados como Dr. Luke, o duo sueco Stargate, Max Martin, Timbaland, Will.i.am e outros, mas aqui nada que soe parecido; em Flesh & Blood, ainda com mais sintetizadores retrôs e uma bateria eletrônica que começam a demonstrar o que se pode ouvir ainda mais, também lembra as típicas músicas de fazer exercícios numa academia qualquer; 

Na sequência temos Rise, uma coisa mais zen, suavizante e que carrega um ponto mais calmo na canção em certos momentos, porém a potência cresce antes de acabar a canção num estilo mais soft-pop; já em Holyland, que soa como o nome de uma Terra Sagrada, parece ter aquela vibe electro com pop bubblegum e uma letra bem impressionante aonde ele procurava essa Terra Sagrada; 

O soft-pop com pitadas de new-age Blind, mostra-se um tema relaxante, suave e também não deixa ser algo já comum pros típicos discos feitos na década de 80; em Earth Mother, aqui o lance é um lance sobre as mulheres, e são citadas Rosa Parks e a jovem Malala e com citação ao clássico R-E-S-P-E-C-T  de Aretha Franklin no refrão; enquanto em Global Nation, Todd está chamando todo o planeta, todo mundo, mostrando um verdadeiro caminho para a libertação, um caminho para a inspiração e envolver seus braços ao redor do mundo numa levada bem atual, uma coisa bem pop festiva mostrando ser o tema pra Global Nation toda dançar e ouvir na balada; em Soothe o clima soa tranquilo pela introdução cheia de teclados e falando sobre acalmar alguém numa levada bem suave, ainda tentando não ficar tão no pique como outras canções que chega a parecer um pop lento típico de AOR oitentista; 

Já em Terra Firma, o cantor cita Cristóvão Colombo (pros ingleses, Christopher Columbus) em busca de uma nova terra para descobertas em uma Apollo VII, vendo a Terra do alto em uma viagem movida a sintetizadores, bateria eletrônica e com Todd narrando uma aventura; já em Fate, a suavidade pop oitentista ainda segue e não deixa passar batido, embora ainda seja uma sequência de canções suavíssimas de sonoridade retrô do álbum; em Skyscraper, o convite para uma moça que trabalha nos andares de cima de um arranha-céu para festejar com o pessoal embaixo e ainda aconselha a manter todo o dinheiro pelo fato de a festa ser livre, já voltando com o clima dançante do álbum; e encerrando o disco, This Island Earth é uma daquelas canções na qual há um pouco de ficção científica na letra, sobre milhões de planetas e que um dia poderemos ir viajar para estes planetas:

Ou seja, possíveis provas que existe vida fora do planeta mesmo, ainda que haja pouco tempo para aproveitarmos no planeta caso não soubermos valorizar.

O novo álbum do cantor americano é uma belíssima viagem de canções temáticas que vão desde as viagens no futuro, até mesmo um convite para o mundo todo dançar, ou seja, uma festa garantida para quem curte as pirações de Mr. Todd Rundgren e ele ter acrescentado um toque bem mais retrô nas faixas desse material, até nos levando a uma viagem no tempo. Sem dúvidas, muito indispensável o mais recente álbum deste artista vindo da Pensilvânia, com mais de 45 anos de carreira e sempre ousando em fazer coisas diferentes e mostrando que ainda está com tudo, apesar dos 66 anos de idade e muita disposição pra fazer ainda muito mais som pela frente.

Set do disco:


1 - Evrybody (Todd Rundgren)
2 - Flesh & Blood (Todd Rundgren)
3 - Rise (Todd Rundgren)
4 - Holyland (Todd Rundgren)
5 - Blind (Todd Rundgren)
6 - Earth Mother (Todd Rundgren)
7 - Global Nation (Todd Rundgren)
8 - Terra Firma (Todd Rundgren)
9 - Soothe (Todd Rundgren)
10 - Fate  (Todd Rundgren)
11 - Skyscraper (Todd Rundgren)
12 - This Island Earth (Todd Rundgren)

O álbum não tem um "full album" definitivo no YouTube, mas você pode conferir e ouvir todas as 12 faixas no Spotify.


Malcon Fernandes é Blogueiro\Escritor\Criador de conteúdo na empresa Discos Indispensáveis Para Ouvir

domingo, 3 de maio de 2015

Clipe and Rock: O melhor Instinto é o Animal

Foto Reprodução: Rock de verdade


A banda Instinto Animal (Quem?) lança mais um sensacional trabalho, agora em recurso audiovisual, o trabalho conta com as mãos dos sempre incríveis, Guto Gonzalez, Luciana Fac (Produção e direção) e Sóstenes Matusalém. Com efeitos especiais simples, porém, que acertam em cheio no tempo do ritmo musical e na representação do grupo, a musica 'Não vou parar' é o prato cheio dessa animalesca banda, confere aí o videoclipe:

Produção: Luminária Filmes
Direção: Luciana Fac (Luminária Filmes)
Música: Não Vou Parar
Banda: Instinto Animal 
Dani Martins (Bateria), 
Léo Fernandes (Vocal e Guitarra) e 
Urso (Baixo),

sábado, 18 de abril de 2015

A Ultima Luz Pálida Do Oeste

Imagem reprodução: Facebook
É sempre difícil falar de grandes trabalhos que somos fãs, ainda mais quando o diretor e roteirista é um grande parceiro como o Cláudio Diego.
A cada vez mais esse cara nos faz saber porque afinal o seu sucesso é tão aclamado pelos que acompanham-o.

Roteiro impecável, ideia ainda mais original, em um mundo em que o conceito Apocalipse Zumbi se tornou mania, vejamos como exemplo The Walking Dead (Série e HQ), Planeta Morto (HQ) e tantos outros projetos notáveis, o Cládio simplesmente resolveu inovar, e unir a ideia da dubiedade que apenas grandes escritores, autores e cineastas dão para o final de sua obra de arte, com um tema que vem sendo mania Mundial entre jovens, em sua maioria, dos quatro cantos do planeta.

Se com o longa-metragem 'Imarreal' ele demonstrou seu talento natural, e que veio para ficar marcado no cenário do cinema independente do Interior Paulista, o jovem Votuporanguense conquista ainda mais seu espaço dessa vez com o curta 'A Ultima Luz Pálida Do Oeste' em que não só a história, mas também seus "sobreviventes" (E aqui vai um tremendo elogio pela grande interpretação da Maria Amélia) a jovem Joana, consegue nos fazer acreditar que ela é real, e não uma mera interpretação de uma atriz promissora.

Uma salva de palmas ao diretor, que se supera cada vez mais, e á incrível equipe que faz um excelente trabalho.

Sinopse:

Joana passou toda a sua vida questionando as ações da humanidade. Vinda de um passado conturbado, a moça sempre afirmou que todos nós nos achamos o centro do universo, em qualquer situação, e que na verdade somos uma pequena agulha inútil em um agulheiro. Quando Joana se encontra no meio de um apocalipse zumbi, ela tem a prova real de todos os seus conceitos, porém, ao tomar uma atitude drástica, ela percebe que nunca foi tão diferente dos outros.

Escritor e Diretor: Cláudio Diego

Co-Direção: Matheus Negri
Diretor Técnico: Lucas Conde
Produtora: Carla Maris Uyemura
Operadora de Câmera: Isabele Molina
Maquiagem: Natalia Nadalini
Diretor de Fotografia: Higor Pedro
Assistente Técnico: João Rigo
Consultores Criativos: André Teruya Eichemberg Fabrício Mesquita Aro
Assistentes de Elenco: Fernanda Ronculato e Isa Fraioli

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Confissões de um Voyeur: O vírus nanático

Imagem reprodução: Editora Rocco - Site Oficial


Assim como um vírus a autora Nana Pauvolih (Quem?), vem devagarzinho, como se não quisesse nada, e nos arrebenta com sua aclamada escrita, e conquista mais um fã, com sucesso...
Um livro viciante, mais que um simples livro de sexo selvagem e romance, o 'Redenção de um Cafajeste - Trilogia redenção - I' vai além, trata de amor, traição, ódio (ou seria indiferença?) interesse e enfim, redenção. Um livro que é aclamado pela critica, e ainda mais amado pelas 'Nanetes', um livro que nos faz virar de simples leitores para amantes e praticantes do Voyeurismo, que deseja a cada frase e paragrafo observar e sentir prazer com a relação sexual e amorosa dos personagens principais, Arthur e Maiana.
Um livro que embora tenhamos desejo de avançarmos cada vez mais, lemos com um prazer e apetite insaciável de tesão pela história.
Há contra-indicações, se você estiver apaixonado por alguém, vai se ver na pele ou do bom vivant e dominador Arthur Moreno de Albuquerque, ou da apaixonada e inocente Maiana. Essa leitura e sua escritora não só nos dá prazeres jamais imaginados, até pela mente mais cafajeste de todas, mas também nos dá grande intensidade de emoção e paixão detalhadamente, que como vírus mortal, impregna nossa alma e nos faz pedir mais a cada livro por Nana Pauvolih lançado.

Depois desse artigo estou indo observar mais uma das ações de Maiana e Arthur, como um insaciável Voyeur, que me tornei graças á autora.

Sinopse:

Arthur Moreno de Albuquerque, empresário de sucesso, dono de um conglomerado de revistas, é do tipo que acumula conquistas e o título de homem mais cobiçado do Rio de Janeiro. Mulheres à vontade são sua terapia preferida. A rotina de noitadas, orgias e sexo sem compromisso começa a mudar quando ele conhece Maiana, menina humilde, moradora de Nova Iguaçu, que vive num mundo completamente diferente do seu. Esta é a trama central de Redenção de um cafajeste, de Nana Pauvolih, o primeiro livro da trilogia Redenção, que chega às livrarias pela coleção Violeta, dedicada a títulos eróticos.

Pioneira da autopublicação no segmento erótico nacional, Nana coleciona mais de um milhão de visualizações de suas histórias na plataforma online Wattpadd e sucessivos primeiros lugares na lista dos e-books mais vendidos da Amazon, além de manter um blog e coordenar dois grupos privados no Facebook, onde interage com milhares de leitoras. Em Redenção do cafajeste, a autora narra a história de uma garota simples, que sonha terminar a faculdade e ser professora, e se envolve com um empresário sem escrúpulos. Uma história que mistura doses certeiras de paixão, romantismo e erotismo, tendo o Rio de Janeiro como cenário.

Grande responsável pela construção do império das revistas, a matriarca Dantela Albuquerque assumiu a criação do “reizinho” Arthur depois que o pai dele, depressivo, comete suicídio, e a mãe foge com um Conde italiano, quando ele tinha apenas 4 anos. Fria e pragmática, Dantela nunca acreditou no amor verdadeiro e, com pensamentos machistas, acha que toda mulher é interesseira e tem seu preço. Por isso faz questão de incentivar o estilo de bom vivant de Arthur. Afinal, romantismo para ela é sinal de fraqueza.

Completamente diferente da irmã, Juliane, que leva a vida como garota de programa de luxo, Maiana não se utiliza da beleza pra subir na vida. Ao contrário. Mesmo chamando a atenção por onde passa, ela concilia o trabalho de secretária em uma empresa no centro do Rio com as aulas à noite do curso de História, contrariando os conselhos da própria mãe para arrumar um bom partido.

Virgem ainda aos 22 anos, Maiana provoca uma verdadeira reviravolta na vida de Arthur logo no primeiro momento que se vêem. A atração entre os dois é imediata. Para Arthur, ela seria mais uma conquista. Tanto que o objetivo é claro: transar com Maiana até enjoar dela e então seguir normalmente com a vida e com o rodízio de mulheres. Mas algo foge do controle de Arthur. Conhecido por seu uma máquina de sexo, indomável, ele fica totalmente vulnerável depois que se envolve com Maiana. Reféns de sentimentos incontroláveis, a dupla experimenta prazeres inesgotáveis, e transpõem os limites entre o amor e a dor, num livro com tórridas cenas de sexo e romantismo.


Imagem reprodução: Editora Rocco - Site Oficial

O AUTOR

A carioca Nana Pauvolih sempre escreveu. No final do ano de 2012, no entanto, resolveu compartilhar trechos de um de seus livros em um site, obtendo grande sucesso na Internet e atraindo uma verdadeira legião de leitores, viciados no teor de sensualidade e erotismo de suas histórias. Com a trilogia Redenção, Nana faz sua estreia no selo Fábrica231 e inaugura em grande estilo a participação de autores nacionais na coleção Violeta.

Obs: Corre uma brincadeira entre Nanetes que diz "Manda sua lista de supermercado, pois até isso nós queremos ler".

sábado, 21 de março de 2015

Livro X filme: O senhor dos anéis– A sociedade do Anel

Um texto de: Tico Farpelli
cinema 04É difícil falar de J.R.R Tolkien por causa de sua legião inveterada de fãs. Desde já, deixo claro que não sou nenhum especialista em Tolkien e que falarei deste filme em comparação com o livro, unicamente por meio de minhas impressões sobre os mesmos. Dito isto, a impressão que tive ao assistir “O Senhor do Anéis: A Sociedade do Anel” foi a de que tudo aquilo que estava no livro havia sido transcrito para o papel. O livro, com sua riqueza narrativa e descritiva já poderia ser considerado um pré-roteiro do filme, entretanto, as mãos de Fran Walsh, Philippa Bowens e Peter Jackson, foram essenciais para construir visualmente o universo de Tolkien com um grande respeito àquilo que o autor dedicara a vida para criar.
cinema 02Há passagens que não foram incluídas no filme, como o excesso de canções entoadas pelos hobbits e o personagem Tom Bombadil. Penso que tenha ocorrido por não conseguirem encaixar tudo na montagem final e optarem pela retirada deste excesso. A calma com que o autor trouxe vida aos cenários, aos seus personagens e às situações está toda ali. Peter Jackson optou por dar ênfase aos grandiosos cenários da Nova Zelândia como Tolkien havia feito com os da Terra Média, o que realmente deu a impressão de estarmos em um outro mundo.
cinema 05Muitos fãs ficaram chateados com a fragilidade de Frodo. No livro, o personagem seria um pouco mais corajoso e independente do que no filme, mas acredito que isso tenha sido pensado para dar ênfase ao personagem de Sam (Sean Astin) e à amizade dos dois. Os efeitos visuais do primeiro filme superam de longe os do segundo longa da série. Não ei por que motivo, sempre questionei algumas das cenas de “As Duas Torres”. Aqui em “A Sociedade do Anel”, percebi que a história caminha a passos curtos e possui dois ápices: O primeiro momento em que os personagens se encontram e são levados para dentro da floresta dos elfos em Valfenda. E o segundo, no qual a sociedade do anel finalmente parte para cumprir seu objetivo.
cinema 03É difícil comparar as duas obras, pois cada um tem seus méritos e seus ônus. Percebi uma fidelidade muito grande em alguns momentos do filme em relação ao livro, pois quando lia, relembrava-me das passagens que havia assistido. Sim, eu vi o filme antes e sim, eu ainda não tive paciência de encerras as 100 páginas finais de “O Retorno do Rei”. Gostei bastante das duas obras, dignas de apreciação e merecimento e vocês? Que diferenças viram entre filme e livro? Conseguem escolher o melhor?